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Quando a higiene é negligenciada!

Diz-se – ao que parece com razoável propriedade! – que o nível cultural e de desenvolvimento de um povo se pode medir pelo lixo que produz e pela água que consome, na medida em que estes dois fatores, estando correlacionados, manifestam os gastos de índole económica e os cuidados que cada pessoa (família ou sociedade) tem para consigo, em tempos de crise.

22 Out 2012

Ora, temos visto em muitos dos nossos contatos, cabelos sebosos, roupas em desalinho (rotas e sujas, e não é por moda!), mau hálito (quantas vezes à mistura com um certo cheiro a tabaco e/ou a álcool), descuido e negligência, porque o custo da água está caro!
Temos visto, por razões mais ou menos continuadas, nos últimos tempos, que as pessoas/famílias, que estão a passar por dificuldades de natureza económico/financeira, vão cortando nos gastos em artigos de higiene – temo-lo visto nas pessoas, mas talvez isso se verifique também na situação dos cuidados da casa – pois o dinheiro não estica para tudo!
Não deixa de ser ainda preocupante que as pessoas se vão desleixando e que cuidem menos corretamente de si mesmas, podendo até degradarem-se no trato com os outros. De facto, quem não terá já sido confrontado com menos bom odor junto de certas pessoas, senão mesmo ainda em determinados lugares! Quem não terá já sentido alguma indisposição – o que não significará menor aceitação e mesmo inferior compreen-
são – na proximidade de certos casos ou de situações! Quem não terá já vivido momentos de algum desagrado por falta de limpeza e de menor asseio!
A higiene é uma regra mínima do convívio social e nem a exiguidade dos recursos económicos poderá ser uma desculpa para azedarmos ainda mais o ambiente em que convivemos.

= Limpeza a quanto obrigas!
Vão surgindo campanhas de ajuda (*) para artigos de higiene – tanto ao nível pessoal como na versão da casa – onde nos devemos comprometer, cuidando de que os mais pobres – quantas vezes roçando alguma displicência e (quase) falta de dignidade! – tenham boas maneiras, gerando boa aceitação e criando ambientes de melhor salubridade.
Há, no entanto, quem tente disfarçar os maus odores com perfumes, mas, juntando estes com aqueles, o ar quase se torna irrespirável, bastando apenas um pouco de água e um produto adequado à situação para que se crie uma nova disposição em nós e à nossa volta.
– Nesta época de confusão de prioridades, talvez seja de investir na educação para a higiene, dando cada um de nós o seu contributo, por mais singelo que possa parecer, para que as pessoas não deixem perder os cuidados de limpeza corporal, ao nível psicológico, na dimensão moral e mesmo na vertente espiritual. Será da boa harmonia entre estes vários aspetos que todos teremos a ganhar.
– Por muito difícil que possa tornar-se a custo de vida nas suas diversas ramificações, precisamos de saber investir – familiar e socialmente – nos cuidados de limpeza das nossas casas, nas nossas ruas, nas mais díspares situações populacionais, pois um ambiente equilibrado também faz bem às pessoas, pacificando-as e elevando-as à categoria de seres humanos dignos e dignificados mais pelo que são do que pelo que aparentam ter!
– Na medida em que cada um de nós se sentir comprometido em melhorar o espaço em que vive, assim o país há-de melhorar. Pobreza não tem de rimar com porcaria ou sujidade nem com indecência. Por isso, depende de cada um de nós um salutar equilíbrio sem desculpas nem acusações sobre a austeridade. Talvez o ditado de outros tempos possa voltar a ter oportunidade de ser vivido: pobrezinhos, mas asseados, isto é, limpos e bem lavados!
Porque queremos um país cada vez mais bonito, limpo e asseado, temos a obrigação de cuidar da nossa higiene física, mental, moral e afetiva, já!

(*) Vimo-lo já em Viana do Castelo com bons resultados e está em marcha uma campanha na paróquia da Moita, pelo projeto ‘Famílias com esperança’!




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