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Dia Mundial das Missões – 2012

No dia 6 de janeiro deste ano – solenidade da Epifania do Senhor, o Santo Padre Bento XVI fez publicar a Mensagem para este Dia Mundial das Missões – «Chamados a fazer brilhar a Palavra da verdade», frase retirada da Carta Apostólica Porta da Fé, n.º 6: «A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou.

Maria Fernanda Barroca
20 Out 2012

O próprio Concílio, na Constituição dogmática Lumen gentium, afirma: «Enquanto Cristo “santo, inocente, imaculado” (Heb 7, 26), não conheceu o pecado (cf 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Heb 12, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação».

Se o Dia Mundial das Missões é sempre um acontecimento que deve interpelar a consciência dos fiéis, este ano – Ano da Fé – que se inaugurou a 11 deste mês, ano em que se comemora o 50.º aniversário do início do Concílio Vaticano II, ano que é convocado o Sínodo dos Bispos, cujo tema é «A Nova Evangelização para transmissão da fé», neste ano, este dia deve ser muito melhor vivido e bem estudada a Mensagem do Papa.

Mas o que é missionar? É uma pergunta que se nos pode pôr. O que motivará, deixar a sua família, a sua casa, a sua pátria para ir para longe missionar?

Claro que a missionação é uma vocação, um chamamento de Deus aceite sem contestação. Mas queria fazer uma observação: para missionar, ou seja, para anunciar Cristo a quem o não conhece, ou conhece mal, não é preciso ir para longe, nem deixar o que cada um faz. Basta viver a sua fé, em todos os ambientes e estados de vida: na família, no emprego, na vida social, ser sacerdote, religioso/a ou leigo/a, com perfeição e reta intenção, isto é, fazê-lo por Deus e para Deus, numa situação de «unidade de vida» – a vivência do binómio trabalho/apostolado.
Diz Bento XVI: “Nós, Pastores, com os religiosos, as religiosos, as religiosas e todos os fiéis em Cristo, devemos seguir as pegadas do apóstolo Paulo, o qual, «prisioneiro de Cristo pelos (Ef 3, 1), trabalhou, sofreu e lutou para fazer chegar o Evangelho ao meio dos gentios (cf. Col 1, 24-29), sem poupar energias, tempo e meios para dar a conhecer a Mensagem de Cristo.

A fé em Deus, como sabemos e por vezes esquecemos, é, antes de mais, um dom e um mistério sempre do Senhor. Mas cuidado, porque este dom que devemos aprofundar, guardar e preservar, deve ser partilhado. Só partilhado é que pode dar fruto. O Senhor diz que não se deve colocar a luz dentro de um armário, mas num lugar elevado para que ilumine muitos.

Paulo dizia: “Ai de mim, se não evangelizar!» (1 Cor 9, 16). Mas continuo a insistir: para evangelizar não é preciso sair do seu lugar. Pensemos em Santa Teresa do Menino Jesus, carmelita desde os 15 anos e falecida aos 24 anos, nunca saiu do seu Convento e foi proclamada Padroeira das Missões.

Se muitos se deslocam para terrenos de missão, isso é uma manifestação de comunhão, partilha e caridade entre Igrejas para facilitar o anúncio que aproxima dos Sacramentos.

Bento XVI não esquece as Obras Missionárias, instrumento ao serviço da cooperação na missão universal da Igreja no mundo. À sua ação junta ao anúncio do Evangelho, a justiça para com os mais pobres, possibilidade de instrução nas aldeias mais distantes, cuidados primários de saúde, emancipação da miséria, atenção e cuidado aos marginalizados, apoiar o desenvolvimento do povo de modo que possam ser senhores do seu futuro e muito importante – a abolição das divisões étnicas e o respeito pela vida desde a conceção até à morte natural.

E Bento XVI: Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja e Estrela da Evangelização, acompanhe todos os missionários do Evangelho.




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