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O Milagre do Sol

No dia 13 de maio de 1917, três pastorinhos, enquanto guardavam os rebanhos, tiveram uma aparição, que se repetiu em todos os dias 13 até ao mês de outubro. Faz hoje 93 anos que, em Fátima, se deu o «Milagre do Sol», durante a 6.ª e última aparição pública de Nossa Senhora, a três crianças: Lúcia, com 10 anos, Francisco, com 9 e Jacinta, com 7.

Maria Fernanda Barroca
13 Out 2012

Pelas 13h30, apareceu no local onde estavam as crianças, uma coluna de fumo, fino, delicado e azulado, que se estendia talvez uns dois metros por cima das suas cabeças e se evaporava a essa altura. Este fenómeno, perfeitamente visível a olho nu, durou uns segundos. O fumo dissipou-se repentinamente e, depois de algum tempo, voltou a aparecer uma segunda vez, e depois uma terceira.
O céu, que tinha estado encoberto todo o dia, de repente ficou limpo, a chuva parou e parecia que o sol ia brilhar. Com a chuva que caiu, as roupas e a terra que estavam encharcadas ficaram completamente secas. Aqui começa o que de extraordinário aconteceu e que tinha sido anunciado, pela Senhora aos três videntes.
Lúcia, a mais velhinha, perguntara, em maio, mais de uma vez à Senhora: “Que é que vossemecê me quer?” E ouviu o que a Senhora lhe dizia: “Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13, que continueis a rezar o terço (…) e no último mês farei o milagre para que todos acreditem.
O Prof. Almeida Garret assistiu ao fenómeno e descreve-o assim: «Subitamente ouvi o alvoroço de milhares de vozes e vi toda a multidão espalhada nesse espaço vasto aos meus pés virar as costas ao sítio onde, até então, todas as suas expectativas estavam focadas, e olhar para o sol no outro lado. Eu também me virei para o ponto que comandava o seu olhar e pude ver o sol, como um disco muito claro com uma margem muito aguda, que vislumbrava sem ferir a vista. Não se podia confundir com o sol visto através de um nevoeiro (não havia nevoeiro nesse momento), pois nem estava velado nem turvo. Em Fátima, mantinha a sua luz e o seu calor, e sobressaía nitidamente no céu, com uma margem aguda, como uma grande mesa de jogo. A coisa mais espantosa era poder olhar para o disco solar por muito tempo, brilhando com luz e calor, sem ferir os olhos ou prejudicar a retina. [Durante este tempo], o disco do sol não se manteve imóvel, teve um movimento vertiginoso, não como a cintilação de uma estrela em todo o seu brilho, pois girou sobre si mesmo num rodopio louco.
Então, de repente, ouviu-se um clamor, um grito de agonia vindo de toda a gente. O sol, girando loucamente, parecia de repente soltar-se do firmamento e, vermelho como o sangue, avançar amea-çadoramente sobre a terra como se nos fosse esmagar com o seu peso enorme e abrasador. A sensação durante esses momentos foi verdadeiramente terrível.
Todos os fenómenos que descrevi foram observados por mim num estado de mente calmo e sereno sem nenhuma perturbação emocional. Cabe aos outros interpretá-los e explicá-los. Finalmente, tenho que declarar que nunca, antes ou depois de 13 de Outubro [1917], observei semelhante fenómeno solar ou atmosférico»
Estamos como disse, a 13 de outubro, naquela que foi a última aparição pública de Nossa Senhora. Nesta aparição, como das outras, Lúcia pergunta à Senhora: “Que é que vossemecê me quer?”
E a visão responde: “Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra; eu sou a Senhora do Rosário, e quero que continuem sempre a rezar o terço todos os dias”.
Schwebel considera que o fenómeno foi extra-sensorial e sobrenatural. Este autor afirma que o fenómeno não é único, conhecendo-
-se vários casos de religiosos que aludiram a visão de luzes brilhantes no céu.
Stanley L. Jaki, beneditino e autor de livros que tentam conciliar a
ciência e o catolicismo, propôs uma teoria para o milagre. Para ele, o fenómeno pode ter sido meteorológico em natureza, mas o facto de ter ocorrido no exacto tempo prenunciado é um milagre.
O acontecimento foi oficialmente aceite como um milagre pela Igreja Católica em 13 de outubro de 1930. Em 13 de outubro de 1951, o cardeal Tedeschini afirma que, em 30 de outubro, 31 de outubro, 1 de novembro e 8 de novembro, o Papa Pio XII presenciou um fenómeno semelhante enquanto passeava nos jardins do Vaticano.

Nota: Servi-me do testemunho presencial e insuspeito do Professor José Maria Almeida Garrett, e do livro Fátima do cónego C. Barthas.




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