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Viver até ao fim

O Help the Hospices, organização não-governamental inglesa especializada em Cuidados Paliativos, e a World Palliative Care Alliance (WPCP), com o apoio da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, elegeram o segundo sábado de outubro para o Dia Mundial de Cuidados Paliativos, o qual este ano acontecerá a 13, com o tema: “Viver até ao fim: Cuidados Paliativos para uma população que está envelhecendo”.

Maria Susana Mexia
12 Out 2012

As duas entidades chamam a atenção para as recentes estatísticas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que alertam para o envelhecimento da população mundial, resultado do aumento da expetativa de vida e do declínio das taxas de natalidade.
Os Cuidados Paliativos são fundamentais para um correto atendimento à população nos nossos dias pois, na terceira idade, as necessidades são complexas e muitas vezes negligenciadas.
O Dia Mundial de Cuidados Paliativos é uma celebração mundial que visa alertar governos, sociedade, médicos e profissionais de saúde sobre estas questões que devem fazer parte das políticas públicas de saúde e mais de 70 países comemoraram este dia.
“Os Cuidados Paliativos propiciam uma forma única de atendimento para as famílias e para os pacientes que estão com uma doença crónica, cujo objetivo mudou do tratamento que busca a cura para a busca pela melhor qualidade de vida possível. Os Cuidados Paliativos visam as necessidades físicas, emocionais e espirituais dos pacientes e de suas famílias. Cada homem, mulher ou criança que vive com uma doença terminal tem direito a uma assistência que lhes permita viver com dignidade. Apelo ao público para apoiar um serviço local de Cuidados Paliativos e, aos políticos, que invistam em Cuidados Paliativos e assegurem que este serviço vital esteja disponível a todos – não importa quem são, quais as suas posses, diagnóstico ou onde vivem. Ninguém no nosso mundo deveria morrer com dor ou em condições indignas.”
Apoiar as iniciativas tomadas para este dia, organizar atividades próprias ao seu serviço e consequente concretização, na comunidade, no local de trabalho, na família ou entre os amigos, bem como sessões de esclarecimento sobre a sua premência e a obrigação dos governos neste sentido, é uma atitude de cidadania ativa e participada, na qual todos os cidadãos devem estar empenhados, para além das suas crenças religiosas. Defender a vida em todas as fases é uma atitude meramente racional, emocional, de cariz ético, moral e humano.




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