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Mixórdia de… futebol

A obrigatoriedade de escrever crónicas quinzenais, às vezes, deixa-nos num dilema. É que o assunto que entendemos como mais importante já não está atual tendo já sido abordado por muitos outros, ou então temos dois ou três assuntos prementes e somos impelidos a optar por um deixando os outros de fora. Hoje decidi seguir outra via, falar de dois…um pouco de cada um.

Carlos Mangas
12 Out 2012

Desde que Guardiola deixou o Barcelona, esfriou um pouco a discussão sobre quem seria o melhor treinador do mundo – o outro, claro, era Mourinho – mas ficou cada vez mais acesa a discussão em torno de quem seria o melhor jogador do mundo, discussão essa que não foi atenuada, bem pelo contrário, com a recente atribuição de um galardão de melhor jogador europeu a Iniesta. Messi ou CR7, CR7 ou Messi eis a questão. Perguntar isto a quem é “doente” pelo Barça e anti-Ronaldo, ou a quem é patriota ou madrilista, e por isso, anti-Messi não vale a pena, pois a decisão é emocional e não racional. Mas se a pergunta for colocada a quem gosta de futebol e mantém uma equidistância em relação aos clubes e nacionalidades dos jogadores, a resposta só pode ser uma e já foi dada recentemente (de forma insuspeita) pelo treinador do Real Madrid, extraterrestres foi o termo utilizado. Na minha opinião, são os dois excelentes e é quase o mesmo que perguntar aos pais de dois filhos, qual aquele de que se gosta mais. A resposta só pode ser uma para as duas perguntas: Gosto indistintamente dos dois. Penso por isso que a FIFA e/ou a UEFA deviam atribuir ex-aequo o prémio de melhor(es) jogador(es) do mundo que não seria por isso que o prémio era menos merecido, ou valorizado. Porque é que tendo dois “artistas” de tão elevado valor numa modalidade de eleição como é o futebol, tem de haver um melhor? Os resultados dos jogos, às vezes não se saldam por empates? Até no recente reencontro eles fizeram questão de o demonstrar.
Mudando de tema, as arbitragens do nosso futebol. Sou o primeiro a (querer) acreditar na honestidade dos nossos árbitros, mas também sei que a imprensa escrita e audiovisual têm uma influência e um impacto na sociedade em geral e nos árbitros em particular que não deixa de ser levada em conta na hora de tomar decisões difíceis. Só quem nunca teve um apito na boca pode afirmar com a leviandade que o faz em programas (pseudo) futebolísticos, ou colunas de jornais, que o árbitro errou intencionalmente. O que acontece, em meu entender, é que na altura da tomada de decisão, e em caso de dúvida, o inconsciente do árbitro o leva a tomar as decisões que menos problemas lhe causarão, e por isso, normal e maioritariamente são tomadas em prol dos “ditos” grandes e consequentemente em prejuízo dos outros. É por isso que, por exemplo, neste último fim de semana, muita tinta correu sobre as arbitragens de alguns jogos e os acontecimentos deram razão ao que atrás escrevi, em caso de dúvida…
Aos meus amigos sportinguistas tive de os alertar para um problema comum, que os afeta a eles e a nós, por motivos diferentes, mas com resultados semelhantes. A eles, porque de há uns anos a esta parte, JÁ não os consideram grandes, e por isso os árbitros em confronto com os outros e em caso de dúvida (e mesmo sem dúvida, dizem eles) decidem maioritariamente contra. A nós, Sporting Clube de Braga, AINDA não nos consideram grandes, e como tal… em caso de dúvida…




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