Fotografia:
Ano novo, vida nova

É daqueles chavões que parece não ter prazo de validade. Mas, porquê a ele recorrer a meio do ano? Entramos agora num novo ano escolar e a época letiva 2012-2013 certamente traz consigo inúmeras mudanças, sendo o Estatuto do Aluno o porta-estandarte das mesmas. Muito se pode dizer quanto ao trabalho já efetuado por Nuno Crato, para o bem e para o mal. Tal como tudo na vida, as suas políticas não são consensuais. No entanto, há algo que não se pode apontar ao ministro: a falta de um plano estratégico.

José Baptista
6 Out 2012

O Ministério da Educação apresenta medidas claras, concisas e coerentes para um mesmo caminho, o do rigor. É nesta direção que, entende o Ministério, devemos avançar para alcançar a excelência académica.
O primeiro passo já foi dado, aquando das alterações da organização dos exames nacionais, que se fizeram sentir em junho passado. Obviamente, foi uma medida impopular, pelo aumento exponencial da pressão colocada sobre os ombros dos jovens estudantes de 11.º e 12.º anos. No entanto, só com medidas desta natureza se pode preparar as novas gerações portuguesas para a constante exigência da vida profissional ativa. Além do mais, este elevar do grau de dificuldade e maior proximidade entre exames benificia aqueles com uma melhor preparação.
Ora, para ter alunos capazes de enfrentar estes maiores desafios no ensino, há que mudar a forma como certas situações são geridas e, para tal, o novo estatuto do aluno apresenta objetivos bem delineados: proporcionar um ensino de qualidade, valorizando o mérito, reformulando as medidas de recuperação da aprendizagem e instigando a formação e integração cívica do aluno.
Assim, o aluno encontra agora um mais rigoroso regime quanto às suas ações perturbadoras para a comunidade educativa, mas não se trata de uma justiça cega às circunstâncias: o comportamento anterior, o aproveitamento escolar e a premeditação funcionarão como atenuantes ou agravantes no momento da tomada de decisão sobre a sanção a aplicar.
Ora, diz o povo – e com razão – que a educação começa em casa e o Ministério da Educação não só concorda como toma medidas para incentivar à participação dos encarregados de educação.
Quem incorrer em comportamentos considerados censuráveis –desprezo para com a falta de assiduidade do educando, não comparência injustificada em audiências onde é requisitada a sua presença e a não realização das medidas de recuperação por parte do educando – será sujeito a ações de capacitação parental e verá reavaliados os apoios sociais de que seja beneficiário. Caso as situações se mantenham por consciente e reiterado incumprimento dos encarregados de educação, estes incorrem numa contraordenação.
Por fim, há que ter o seguinte em consideração: as dificuldades revelam e beneficiam os melhor preparados e é essa que deve ser a aposta do Ministério liderado por Nuno Crato, aumentar o grau de dificuldade das avaliações e melhorar a preparação académica e cívica.




Notícias relacionadas


Scroll Up