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Outro Ponto de Vista

“Aumento brutal de impostos”(Vítor Gaspar)

Se com três letras apenas se escrevem duas palavras de importância capital, Mãe e Pai, com a construção de quatro palavras se destroem todas as expetativas eventualmente criadas aquando da queda do governo de Sócrates.

Acácio de Brito
5 Out 2012

É tudo uma questão de perspetiva! O que em maio de 2011 era facilmente conquistável, hoje é uma miragem.
Não obstante, percebendo a necessidade da imposição de um conjunto de sacrifícios, perante o estado calamitoso de bancarrota a que levaram o país, vivendo em situação de protetorado, devem os mesmos ser entendidos com utilidade, isto é, temos de inteligir que os sacrifícios imensos de tantos, por sinal sempre os mesmos, desta vez valem mesmo a pena.
Contudo, tenho dúvidas! Não acredito na receita, de paliativos remendeiros!
Todavia, não me revejo na postura destes movimentos pseudoespontâneos que, se fossem consequentes, nos conduziam a nenhures.
Nem sequer devemos considerar os contestatários profissionais, nomeadamente, os sindicalistas do serviço costumeiro de insulto brejeiro.
Não!
As dúvidas ocorrem porque se insiste no mesmo, não se responsabilizando quem tem responsabilidades pelo atual estado calamitoso da coisa pública.
As dúvidas decorrem ao ouvirmos os “Tone Borges” deste nosso país, que deveriam permanecer calados e não dizerem apenas dislates.
As dúvidas permanecem quando assistimos ao despautério irrelevante de quem deveria, pela sua ação, ser significante.
Ao aumento brutal de impostos contraponho um aumento brutal de responsabilidade. O que pior, ou melhor, se pode fazer a um corrupto? Tirar-lhe o que ele mais valoriza, os bens materiais de que, ao longo do tempo, se foi indevidamente apoderando!
Sem demagogias, sem discursos populistas, ofende-me saber que uma das razões encontradas para explicar a nossa atual situação de penúria pode ser achada no nível de corrupção que se verifica.
Estudos incompreensíveis, utilizados para justificar custos injustificáveis! As PPP são um exemplo paradigmático.
Autoridades com competência de supervisão que, pura e simplesmente, não cumprem o básico e elementar, quando, às vezes, o mais simples é o mais eficaz! O BPN é ilustração bastante.
Pedagogicamente, como estudo de caso, experimente-se responsabilizar, tirando todos os bens – prática comum em países civilizados quando se trata de ladroagem a alto nível – a todos aqueles que, de algum modo, tiveram responsabilidade e influência na gestão ou negócios com o BPN.
Dos seis ou sete mil milhões que todos os contribuintes têm de pagar, se calhar não sobraria coisa nenhuma para partilhar negativamente.
Com um exemplo desses, se calhar os comportamentos futuros seriam outros!




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