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Europa? Sempre em frente!

Neste momento o senhor ministro das Finanças fala ao país para anunciar novas medidas de austeridade. Sei que estou a ser assaltado mais uma vez, mas prefiro recordar esta enorme conquista europeia dos Guerreiros do Minho, ontem, na Turquia. Ao mesmo tempo que festejávamos este triunfo, os responsáveis pelo Benfica lamentavam o facto de o Barcelona ser muito superior e, portanto, advogavam a inevitabilidade da derrota sofrida.

Manuel Cardoso
4 Out 2012

Pelo contrário, o Sporting de Braga tem defrontado sistematicamente clubes muito superiores em termos de recursos. E é preciso afirmar que a diferença entre o Benfica e o Barcelona não é maior do que a que existe entre o SC de Braga e muitos dos colossos europeus que já derrotou.
O que nos distingue é esta capacidade de não nos conformarmos com a superioridade teórica dos nossos adversários. O espírito é o das palavras de Peseiro que ontem disse mais ou menos isto: os nossos jogadores são sempre os melhores.
Mas o sucesso não cai do céu e é bom que recordemos os seus reais motivos.
Duas apostas da SAD do SC de Braga parecem começar a dar resultados muito positivos: a aposta em José Peseiro e num plantel onde o equilíbrio foi preocupação maior do que a qualidade individual deste ou daquele reforço.
Muito se tem questionado, em diversos meios de opinião pública, as opções do treinador, principalmente após os desaires frente ao Cluj e Paços de Ferreira. Eu próprio receei que as opções do técnico, nomeadamente em relação ao desempenho defensivo viessem a resultar mal. Mas as minhas dúvidas vão-se dissipando e Peseiro tem mostrado que merece a nossa confiança.
Em primeiro lugar, temos de confrontar aqueles dois resultados com os que se seguiram: vitórias indiscutíveis frente ao Beira-Mar (4-1), Vitória e Galatasaray, ambos fora de casa e ambos por 2-0. No total, oito golos marcados e um sofrido.
Esta boa fase resulta de alguns fatores essenciais que convém destacar:
1 – A inteligência com que foi construído este plantel, com soluções variadas em todos os setores, inclusivamente nas faixas laterais da defesa onde se vinham formando lacunas quase crónicas.
2 – O trabalho do treinador José Peseiro. Tem conseguido manter a competitividade interna sem que se note o mais pequeno indício de descontentamento dos jogadores, mau grado a clara ideia de que não existem titulares indiscutíveis. Tem-se dito que o setor defensivo é o mais sensível. Eu penso que ele é a chave do futuro. Com o rendimento atacante a que temos assistido, penso que se conseguirmos manter a coesão defensiva como nos últimos jogos, teremos garantida uma época de sucesso.
3 – O sucesso de algumas opções na renovação e reforço do plantel. O Braga não gastou dinheiro em contratações. Nada, ao contrário de outros que empenharam os anéis e os dedos. No nosso caso as operações cirúrgicas efetuadas pela SAD resultaram em pleno: Lima saiu por uma boa maquia e Éder tem tido um rendimento que o próprio Lima poderia conseguir. Por outro lado, a entrada de jogadores como Beto e Rúben Micael foram autênticos golpes de génio.




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