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Festa da democracia

O ato eleitoral que mais influência exerce nos portugueses, que mais os mobiliza e os faz movimentar, é, indubitavelmente, o das eleições autárquicas. Podemos até dizer, com rigor, ser o mais democrático dos atos. Não só pelo número alargado dos cidadãos convidados para a composição das listas, mas porque mais credíveis, mais próximas do eleitorado, mais apelativas porque mais familiares e, por isso, mais participadas.

Álvaro Oliveira
2 Out 2012

Acresce dizer, sem qualquer carga de bairrismo, que este é também o escrutínio que tem a ver com o número da nossa porta, com o arranjo da nossa rua, com o ar que respiramos, com a qualidade da água que bebemos, e por aí adiante.
Numa só frase, arriscamos sublinhar ser a coisa autárquica a «Festa da Democracia». Mas uma festa séria, a pensar num trabalho a sério, assente numa trilogia de valores que nos transporta aos superiores níveis da capacidade, da lealdade e da criatividade.
Ao entrar na reta inicial para as Autárquicas de Outubro de 2013, importa, antes de tudo e sobre tudo, colocar a temática no concelho de Braga, tendo em conta o ainda insistente tabu que empertiga militantes e simpatizantes do PS local, propósito teimosamente alimentado pelos dirigentes eleitos recentemente para a Comissão Política Concelhia, na lista liderada por Vítor Sousa, que sempre fizeram questão de esconder o nome do candidato do PS à Câmara de Braga e que só, pelo tom azedo de um capricho, se é capaz de adivinhar, entre Sousa e Pires, qual o rosto seco de cartaz que até agora tem andado a carpir esperas e demoras.
Ao contrário, António Braga, em todos os encontros que a sua candidatura para a Comissão Política promoveu com militantes, cedo expressou vontade e disponibilidade para candidato ao Município bracarense. Ora aqui está uma atitude corajosa, atempada, transparente e digna!
É claro que não basta vencer eleições no partido para se apresentar como candidato à Câmara Municipal. É preciso ter classe, experiência governativa e criatividade, atributos que os bracarenses tão bem sabem cultivar.
E, valha a verdade, António Braga tem esse perfil. É um brilhante deputado, é presidente da Assembleia Municipal, foi vice-presidente da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, foi Secretário de Estado e fez um notável trabalho junto das Comunidades Portuguesas.
E não é só: a sua personalidade extravasa dotes de um percurso feito na exigência do Bem Social, é reveladora de um estimado sentido humano virado para a qualidade de vida dos seus concidadãos e possui uma sensibilidade cultural baseada na teologia de valores que marcam o ideal republicano e socialista. Eis um nome, entre tantos outros, que o PS pode apresentar como uma candidatura forte no grande tabuleiro de escolhas à população de Braga. 
É sabido que cabe aos partidos e movimentos de cidadania traçar perfis para a elaboração das candidaturas, tendo em conta os direitos e deveres de cada cidadão, sempre aliados ao carácter duma personalidade capaz de colher credibilidade e semear simpatia no seio do eleitorado.
E esqueçam essa do povo votar «nem que seja no toco duma vassoura» no partido em que sempre votou. Isso era ousadia que a nova geração se encarregou de escalpelizar. Notemos, pois, que atravessamos um tempo novo e de uma quase radical exigência de mudança.
Nesta linha de conta, e tomando as Autárquicas de 2013 como um caso que requer atenção e responsabilidade, urge dizer que a Comissão Política Concelhia do PS de Braga deve despir o fraque da política pessoal e interesseira e, em nome da unidade do partido e do respeito por todos os militantes e simpatizantes, deve munir-se de mecanismos que assentem em parâmetros sérios e transparentes de modo a encontrar o perfil que melhor cative a simpatia dos bracarenses para que se faça a «Festa da Democracia».




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