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Versículo

“Não há lembrança que se não gaste com o tempo, nem dor que por morte não desapareça.” ­– Cervantes dixit. Esta frase pareceu-me adequada para lembrar os bracarenses a não esquecerem. Lembrar-lhes que não se esqueçam de toda a governação do Eng.º Mesquita Machado na Câmara Municipal de Braga. A avaliação do desempenho de um político faz-se no final do seu mandato, podendo dizer, neste caso, no final de todos estes mandatos consecutivos.

Orlando Vilas Boas da Silva
29 Set 2012

O resultado não podia ser mais concludente: temos a taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis entre as mais elevadas do país, o preço da água 26% acima da média nacional, uma dívida de 88 milhões de euros, o desemprego a atingir valores nunca antes vistos, bem como o preço dos transportes urbanos a roçarem o limite do razoável. Consequência? O nível de vida dos bracarenses a descer em toda a linha.
Se há algo que este executivo não pode fazer é apontar as culpas a terceiros. A culpa é do Partido Socialista que esteve à frente dos destinos camarários desde, praticamente, 1975. Mesquita Machado preconizou todos os males do burgo, tornou a cidade caótica com um desrespeito flagrante e reiterado pelo Plano Director Municipal (responsável pela organização do território e urbanismo). Não há palavras para descrever o que os caprichos de um homem pelo desenvolvimento do betão, aliado às obras faraónicas, fizeram aos munícipes. Castraram a possibilidade de sonhar e expectar, uma vez que, dada a conjuntura económica, todos se vêem obrigados a procurar soluções lá fora.
Viver acima das possibilidades?! Não foram os Bracarenses que o fizeram, mas sim a Câmara Municipal, na pessoa do Eng.º Mesquita Machado e do Partido Socialista, endividando de tal forma a Câmara que agora atiram mais impostos e taxas para os bracarenses conseguirem pagar a dívida!
Desenganem-se aqueles que pensam que estes candidatos que estão agora a marinar para sucederem ao actual Presidente, no seio do Partido Socialista, com a escola do Eng.º Mesquita Machado, são uma alternativa e vão mudar o paradigma. Vítor Sousa, Hugo Pires, António Braga são a troika e vão dar cabo da cidade. Todos eles andaram de mão dada e anuíram às políticas propaladas até agora. Nenhum deles tem legitimidade para se demarcar do péssimo trabalho do Eng.º Mesquita Machado e todos eles vão dar continuidade ao seu legado. O Partido Socialista, em Braga, à boa maneira da estrutura nacional a que nos habituou o Eng.º José Sócrates, antes do in(Seguro), alheados da realidade que os circunda, vivem para servir interesses político-partidários esquecendo o verdadeiro propósito de um partido que é servir os cidadãos e zelar pelo interesse público. Quando olho para estes candidatos que se estão agora a perfilar tenho medo e perco a esperança.

Na hora de votar, espero apenas, e contrariando o bom Miguel de Cervantes, que não tenha passado tempo suficiente para os bracarenses terem olvidado o crescimento inquinado da cidade, fruto das megalomanias de um político e de um partido. Este não é um versículo da Bíblia, mas bem podia ser da vida dos bracarenses. Cabe a eles, agora, escolherem entre mais do mesmo, ou optar pela mudança e acreditar num novo projecto. Um projecto que lhes dê voz, um projecto que saiba corrigir as enfermidades, um projecto que nos dê esperança, um projecto que tenha em conta as dificuldades que atravessamos e assim, não contra nós, mas a nosso lado, possamos construir um futuro melhor.




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