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Cinquenta anos ao serviço dos seus paroquianos

Na freguesia de Godinhaços, concelho de Vila Verde, nasceu, no dia 4 de setembro de 1938, Amaro da Rocha Oliveira, filho de Avelino Barbosa de Oliveira e Delfina da Rocha, já falecidos, que o educaram e lhe fizeram nascer a vocação de um dia se entregar ao serviço da Igreja, incutindo-lhe os valores que dão a principal grandeza a um ser humano. Frequentou os Seminários de Braga até à sua ordenação, no dia 15 de julho de 1962, dia de enorme júbilo para a sua família, sobretudo para os seus saudosos pais, para a sua terra natal e para outras comunidades circunvizinhas.

Salvador Sousa
26 Set 2012

Monte Redondo e Távora (S. Vicente) foram as primeiras paróquias que o acolheram como pastor, doando-se, de alma e coração, ao serviço de Deus e do Seu povo, alargando o seu trabalho a outras comunidades com a criação e dinamização de grupos associativos e artísticos. Fundou, em 1964, o Centro Nacional de Escutas, em Arcos de Valdevez, presidindo até 1974. Em 1966, criou também os grupos de Vila Nova de Muía e de Ponte da Barca, exercendo as funções de chefe dos núcleos de Arcos de Valdevez e de Ponte da Barca, cargo que ocupou com grande empenho, desenvolvendo inúmeras iniciativas, aplicando boa parte do seu tempo na formação de jovens, cativando-os para os
ideais escutistas (“doutrina do general inglês, Baden Powel (1857 – 1941), que tem por fim o aperfeiçoamento moral, intelectual e físico das crianças e dos jovens, pelo desenvolvimento do seu espírito cívico”). Foi nomeado, por D. Armindo, Coordenador de Música Sacra do arciprestado de Arcos de Valdevez, cargo que ocupa ainda hoje. Foi diretor artístico, durante algum tempo, do Orfeão dos Arcos. Continua a orientar grupos corais (alguns fundados por ele) sempre que é solicitado nas paróquias do concelho.
Atualmente, permanece pároco de Monte Redondo, cinquenta anos ao serviço desta terra arcuense, entregando-se, sem limites, a todos, formando uma família que o apoia e lhe dá carinho, força e alento para permanecer fiel ao Sim proferido na altura da sua ordenação sacerdotal, procurando estar sempre ao serviço de todo o seu Povo, interiorizando e cumprindo as palavras de Cristo: “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”.
Em Távora (S. Vicente) esteve apenas um ano e meio, mas paroquiou também, durante algum tempo, Parada, Rio Frio, Távora (Santa Maria) e Padreiro. Em 2008, tomou posse da paróquia de Souto, acumulando com Monte Redondo.
O Padre Dr. Amaro de Oliveira está ao serviço da Igreja há meio século e não esquece os seus antecessores do arciprestado dos Arcos de Valdevez, já falecidos, que lembra, com muita saudade, no jornal “Arcoense” da 1.ª quinzena de agosto, assim como todos os outros que, até ao momento, o têm ajudado no caminho de sacerdócio.
Além de pároco e exercer as funções já referidas, o P. Dr. Amaro de Oliveira abraçou outras causas que muito contribuíram para a valorização de outros setores, social, cultural e cívico, ingressando na Universidade Católica de Braga, em 1974, licenciando-se no curso Filosófico-humanístico no dia 19 de julho de 1982. Assumiu, por essa altura, a presidência da Banda Arcuense, continuando a prestar valioso trabalho nesta secção artística. Não podemos esquecer a sua ação pedagógica, como professor de Música, no Externato Arcuense, desde 1963 até à sua extinção, lecionando, também nesta instituição, as disciplinas de História, Geografia e Introdução à Política. Foi presidente do Clube de Caça e Pesca dos Arcos e presidiu à comissão concelhia do PSD.
Lecionou nas escolas secundárias de Ponte da Barca, Ponte de Lima, Vieira do Minho (onde fez o estágio) e Arcos de Valdevez as disciplinas de Português, Latim e Grego. Aposentou-se, como docente, há uns anos, com o dever cumprido, tendo também, por esta via, formado muitos discentes, trabalhando, para além do seu horário, para que os alunos fossem bem preparados para os exames. São os próprios alunos a testemunharem este facto.
O P. Dr. Amaro de Oliveira é, pelo que foi dito, uma personalidade de uma entrega a causas nobres. A terra arcuense tem sabido corresponder a essa labuta incansável de um homem que ama o concelho que sempre o acolheu, nunca esquecendo a terra que lhe deu força para o nobilíssimo caminho do sacerdócio e toda a sua família que sempre abrigou no seu coração. Precisa de continuar a contar com a gratidão de todos, inclusive os colegas no sacerdócio, por tudo aquilo que tem sido ao longo destes anos: um verdadeiro apóstolo ao serviço do seu povo.
As freguesias de Souto e de Monte Redondo souberam estar à altura das suas responsabilidades, homenageando o seu pastor nos dias 15 de julho e 26 de agosto, respetivamente, com todo o carinho que merece. A gratidão é uma virtude muito notável e todos aqueles que a praticam cumprem uma obrigação que devia estar ao alcance de todo o ser humano. O P. Dr. Amaro, com certeza, recebeu esse ato e guardou-o no seu íntimo para sempre.




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