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Outro Ponto de Vista

O momento político atual, aparentemente confuso e difuso, não deve permitir que se confunda o essencial com aquilo que mais não é que a espuma dos tempos. O substantivo, a essência do que deve ser feito e está por fazer, é que deve preocupar os atuais detentores do poder.

Acácio de Brito
21 Set 2012

O poder não se presume, nem sequer se imagina. Utiliza-se ao serviço de uma ideia de bem comum.
Perante o alvoroço de opiniões diversas, normais em situação de coligação, a solução deve ser achada na busca de soluções para a grave situação em que nos encontramos.
Para recordar os mais distraídos, sem linguagem mais ou menos subterfúgica, encontramo-nos em situação de “bancarrota”, provocada não só pelos dislates dos últimos governos socráticos, mas também, pela visão redutora e menor de alguns que, desde os inícios da década de oitenta, nos têm saído em sorte, ou azar.
Mas continuamos a insistir na mesma postura, esquecendo que, com paliativos mais ou menos dolorosos, não vamos a lado nenhum!
A solução deve ser achada na redefinição clara das funções que o Estado, através do Governo, tem de continuar a desempenhar.
Como está, na conversa balofa dos direitos sociais e na preservação de um contínuo estado social sem sustentação na economia real, o caminho certo é o do abismo.
Se continuarmos a insistir na mesma receita, cortes nas remunerações, confisco fiscal e irresponsabilidade social e política, então Portugal, enquanto Nação independente, está claramente em risco.
Mas, se de uma vez por todas, procurarmos na substantividade do fazer, alterarmos o nosso modo comportamental, então, sim, temos futuro, porque no presente presumimos e alteramos erros passados.
Estado com menor intervenção na vida dos cidadãos, confiscando menos nos seus já paupérrimos recursos disponíveis e disponibilidade para acolher a quem de facto necessita.
Governo com personalidades que não sucumbam ao barulho das luzes, nem ao chincalhar de moedas com pai incógnito, e tenham presente a responsabilidade do servir.
Homens de Estado que sejam fortes e determinados com os fortes e complacentes e compreensíveis com os que menos venturas tiveram na lotaria da vida, capazes de dizer basta à vilanagem!
Se desta aparente crise na coligação, resultar uma nova postura, que se perscruta, então Paulo Portas prestou um serviço à Nação.

acaciodebrito@gmail.com




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