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A recuperação dos verdadeiros valores humanos (24)

Saber viver é a mais importante e complexa das artes humanas que se vai edificando no esforço diário da nossa existência. O seu objetivo não é apenas alcançar uma ou algumas metas especializadas, mas a realização de uma vida quotidiana bem sucedida e o desenvolvimento total das nossas capacidades. O caráter é a soma de milhares de pequenos esforços para viver de acordo com o que de melhor há em nós.

Artur Gonçalves Fernandes
13 Set 2012

Tem de ser construído por nós a partir das leis de Deus, da Natureza e das sociais que se coadunem com a natureza humana, no maior respeito por si, pelos outros, dando um contributo substancial para a felicidade de si e da comunidade, na medida das possibilidades de cada um de nós. A maior parte dos males morais não pode ser atribuída diretamente a forças físicas ou psíquicas, mas resulta da falta de força interior de cada um de nós, muitas das vezes, pela pouca atenção dada ao desenvolvimento mental e espiritual do nosso ser. Para o homem, mais importante que tudo é a descoberta e a compreensão da necessidade do seu próprio desenvolvimento espiritual.
A roda abriu caminho para o tráfego moderno, o casco dos navios conquistou os mares, o jacto dominou os ares e construiu pontes prateadas entre os países, enquanto que o foguetão (e as naves espaciais) levou o homem à Lua e a pesquisar o solo de Marte (a mais de trinta milhões de milhas da Terra). No entanto, viver e, sobretudo, saber viver é uma permanente aventura a caminho de objetivos grandiosos e com benefícios perfeitamente garantidos, sem receio de qualquer tipo de crise transcendente. A fronteira mais vital e relevante do homem consiste em aumentar a qualidade da sua própria estadia terrena, aperfeiçoar a sua natureza e desenvolvê-la de um modo integral. Já dizia Óscar Wilde: “Viver é o que de mais raro há no mundo. A maioria das pessoas existe, e mais nada”.
A humanidade pertence a uma forma de vida que determina, em larga escala, o seu próprio destino, elabora os seus programas de educação e de conduta e, portanto, influencia todos os passos que podemos dar dentro da estrutura do nosso sistema social. Mas, o poder dos seres humanos para determinarem os seus próprios destinos é limitado pelas grandes leis da NATUREZA. Assim, aconselha-se a descobrir essas leis que subjazem às leis da natureza humana e a viver de acordo com elas. O contrário é loucura. Os modos de vida desconformes com essas leis levam as pessoas à ganância, às guerras, à exploração dos mais fracos e aos abusos de toda a ordem. Aliás, é o que se vê com as medidas de austeridade emanadas do governo. Beneficiam os grandes empresários e causticam até à exaustão os pobres trabalhadores e os pequenos e miseráveis pensionistas. E os privilégios e as “gorduras” dos mandantes?
Aparecem com muita frequência livros onde os seus autores nos vêm dizer estarem desvendados os mistérios da vida. Entre eles encontram-se alguns teólogos modernos que tentam explicar tudo (incluindo os milagres de Deus) à luz da ciência. No entanto, nalguns casos, ficam-se por meras hipóteses, bem delineadas, formal e logicamente, mas o conteúdo das conclusões não está nas premissas. E ironia das ironias! Os cientistas foram dar o nome de Deus à célula ou partícula “Bosão de Higgs” – A CÉLULA OU PARTÍCULA DE DEUS. É evidente e lógico que quer a dita célula, partícula ou qualquer um dos seus elementos ou potencialidades têm que ter uma causa. Ora, os referidos cientistas, embora pretendendo o contrário, estão indiretamente a admitir Deus.
Um dia, um professor de Biologia apareceu na aula com uma semente na mão e disse aos alunos: “Sei a composição exacta desta semente. Hidrogénio, carbono e azoto. Posso fazer uma cópia no laboratório, exactamente igual salvo num aspecto: não terá o “princípio da vida” que a faz reproduzir-se sozinha”. Todo o ser vivente tem de descender de outro pré-existente. E essa vida pré-existente é a causa primária de toda a manifestação de vida. Dizia o ilustre cientista, Dr. Calvin Page, “Quando chegamos à vida, evidentemente chegamos a Deus, e o finito não pode investigar o infinito”. Acrescentamos que o finito também não pode nem consegue negar o infinito.




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