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O Homem que Calculava

Pela primeira vez, de livro escolhido, quase só retiro o título. Só por ele uso o livro de Malba Tahan, embora o recomende aos Leitores para passa tempo de verão ou longas noites de inverno. Ténue relação entre as ”aventuras de um singular calculista persa” (subtítulo) e o aventureirismo de quase todos os nossos governantes, delapidando a “pesada herança” com governação utópica ou neo-liberal, mesmo aquando o poder socialista, ou, pior ainda, quando nas mãos de um megalómano egocêntrico tipo Rainha Má (Quem é melhor do que eu?!), José Sócrates de nome, hoje “Zé que fugiu e ninguém mais o viu” ou de pseudo Salazar, endireitador das Finanças, encarniçado contra o Povo – Coelho Passos Pedro e o tenebroso factotem Miguel Relvas.

Gonçalo Reis Torgal
31 Ago 2012

Ambos egocêntricos perigosos porque conscientes. Relação ao revés, diga-se. Beremiz Samir, O Homem que Calculava, resolve problemas. Os nossos governantes agravam-nos. Os cálculos do persa são diferentes dos nossos. Beremiz calcula e acerta. Os nossos são calculados e calculistas.
Vejamos.
Chomsky, in Armas silenciosas para guerras tranquilas, alerta para os que usam “desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decisivas pelas elites políticas e económicas“. São “complacente[s] com a mediocridade”, apoiam-na ou instituem-na. (Cf. Relvas, Bolonha e política de Créditos que arrasou a excelência das Universidades). Ora a acção da coligação PSD/CDS, gerida pelo egocentrismo da dupla mandante, caracteriza-se por calculado desvio da atenção pública. Quando algo insólito, perturbador ou ilegal se plasma no Universo da nossa política caseira, nacional ou regional, logo, com calculismo, se levanta lebre a gerar correria. Alapado, o coelho fica-se a rir do burburinho geral. Distorce-se a verdade. Mente-se para a encobrir. A viragem de Pedro Passos Coelho, faltando à verdade que continua a abandalhar ou encobrir, foi obra de “génio” calculista. Apanho-os e depois prejudico-os (com F). Relvas apertado com o caso Público/Jornalista pressionada, faz levantar o caso da licenciatura galopante. Sabe que não infringiu a Lei, que favorece os medíocres: Viva Eng.º J.Sócrates, Como vai Dr. Vasco Franco! Bem, Dr. Amando Vara. A vergonha é da Universidade corrupta e corrompida. Um descanso. Moreira da Silva, por certo doutor sem galope, na Universidade de Verão, clama que não é culpado do Governo o País achado. Sabemos isso. Chega. Escusa-se assim a explicar como, sabendo-o (ou explicar que não sabia) recorreu ao demagógico império da mentira para ganhar o poder. Calculadamente esconde a raiz da questão. Ninguém acusa o Governo nem o PSD/CDS de serem causa próxima da situação (remota é outra coisa, que nos leva aos longes da “democracia” pós-Abril, onde ninguém quer mexer). O que se acusa, e o calculismo esconde, é o como não resolveu a crise antes a agudizou. Fernando Henrique Cardoso, no precioso A Soma e o Resto, que não vejo nas Livrarias (Bem Haja Amigo Fausto Azevedo) expressa a verdade que o nosso governo descurou e acentuou. Diz FHC: Se a “escassez predomina não se tem liberdade nem igualdade. A escassez é a guerra, a luta pela sobrevivência. Tem que haver um bem estar material. É preciso (…) dignidade, decência, aceitação e respeito”. Com nada disto se preocupou o Governo a mando ou desmando da TROYKA. Não há respeito, decência ou dignidade. Esta a questão, Dr. Moreira da Silva. Com mérito, pois, o calculismo maçónico do Dr. Relvas. Ei-lo no ac-
tual caso da RTP. Tudo anda mal. Défice não atingido, desemprego nunca tão alto, educação um desastre, saúde doente, desertificação do interior acelerada, venda ao desbarato de tudo o que era nosso a atingir raias da loucura. Free Port, sucatas de Aveiro, Submarinos uma bomba relógio. Cumplicidade dos tribunais (desaparecem documentos, cortam-se escutas). Salários milionários de gestores públicos um escândalo. Postos ao nível dos franceses, suecos finlandeses, a poupança mantinha um Hospital. Nunca explicados os casos da Casa do Prof. Cavaco, das suas acções e da Filha na SLN; trafulhices de Dias Loureiro e Oliveira e Costa; débito de Amorim ao BPN: 1,6 milhões, diz-se; negócios estranhos nesse Banco ignorados pelo BdP e Ministro Teixeira Santos; negócios de Relvas/BPN antes da Nacionalização; negociata das SCUT: denúncia de José Gomes Ferreira na SIC (ou é caluniosa ou alguém devia estar preso). Caso dos assessores receberem subsídio de Férias e irem receber o de Natal. E um mundo que fica por enunciar. Vem aí a TROYKA. O Povo pode (devia) cansar-se de lhe “faltar o romantismo cívico da agressão. [De sermos] socialmente uma colectividade pacífica de revoltados. (Torga). Que fazer? Fácil. O moço de recados, António Borges, diz que vai privatizar a RTP. Ninguém quer saber de mais NADA! Jornais e opinadores têm assunto. Os Partidos ficam na maior. Têm agora uma discussãozinha ideológica, pela qual se pelam. O Resto que se lixe. Um verdadeiro Homem que Calculava.




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