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Otimismo “realista”…

Depois de uma série de jogos de preparação com resultados muito periclitantes e com exibições sofríveis, o Sp. Braga iniciou os “jogos oficiais” a todo o vapor. No Estádio da Luz conseguiu um precioso empate e realizou uma exibição prometedora; no passado sábado, diante de um Beira Mar afoito no contra-ataque, foi sobretudo uma equipa pragmática, conseguindo a vitória sem necessitar da utilização de todos os seus “trunfos”; anteontem, em Udine, colocou primorosamente a cereja no topo do bolo – não só realizando uma exibição que deixou os italianos de olhos em bico (e pôs o seu treinador à beira de um ataque de nervos…), mas também conseguindo alcançar a proeza de chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões sem que se lhe possa encontrar uma pontinha de “sorte macaca”: a vitória nos penáltis foi totalmente fruto da elevada competência dos seus jogadores (Beto incluído…) e coroou duas excelentes exibições (em Braga e em Udine), em que os resultados no final do “tempo regulamentar” ficaram bastante aquém do que os bracarenses mereciam.

Pedro Álvares de Arruda
30 Ago 2012

A proeza de regressar à Liga dos Campeões e a circunstância de se encontrar, atualmente, entre as equipas que mais pontos já alcançaram na 1.ª Liga é um bom augúrio para uma equipa que pretende, na presente temporada, fazer um “brilharete”, designadamente conquistando um título – seja o de campeão nacional, seja o de vencedor da Taça de Portugal ou da Taça da Liga (ou até mesmo da Liga Europa, se se der o caso de, após a fase de grupos da “Champions”, ingressar naquela competição europeia).
Este (justíssimo) clima de “euforia” que se tem vivido em Braga em torno do Clube exige, no entanto, alguma moderação. E isto porque há ainda um longo caminho a percorrer – e não se adivinham facilidades… É que se o Sp. Braga é já uma equipa de elevado gabarito a nível nacional e europeu, por tudo quanto tem conseguido nos últimos anos – também não deixa de ser verdade que ainda está em fase de consolidação do seu prestígio e do seu poderio futebolístico (a nível interno e externo). E como, a bem do futuro do Clube, a direção dos “Guerreiros do Minho” não quer gastar o que tem e o que não tem – designadamente comprando atletas “a peso de ouro”, num investimento que poderia comprometer as finanças do Sp. Braga a curto e a médio prazos –, é natural que, com o passar dos jogos, haja momentos de vacilação e de alguma instabilidade nas exibições e nos resultados. Aliás, como se tem verificado, a atual equipa é constituída, maioritariamente, pelos futebolistas que já possuía na época transata, não tendo havido aquisições de elevada monta (pelo menos em termos financeiros) – o que permite concluir que, jogando em várias “frentes” (campeonato, taças internas e competições europeias), possa haver fases de maiores dificuldades, que se agudizarão se houver lesões em algumas das suas “pedras” nucleares.
Significa isto, em síntese, que se o Sp. Braga está atualmente na “mó de cima”, há que saber conter o entusiasmo e encarar o futuro com algum realismo – de molde a que, quando (e se) as dificuldades surgirem, haja a serenidade suficiente para não se deitar tudo a perder.
É verdade que os adeptos – que vivem da paixão pelo Clube – só gostam de vencer. Mas é preciso ter consciência de que será nos momentos mais difíceis que a equipa do Sp. Braga mais precisará das palmas e dos incentivos daqueles que têm gravado no coração o emblema “arsenalista”!




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