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Queridos avós

No passado mês de julho, dia 26, comemorou-se o Dia Mundial dos Avós que, na minha opinião, não deve ser encarado pela sociedade como “mais um dia de consumismo”, mas, sim, um dia de grande e merecida homenagem aos familiares mais velhos que, além de serem, por norma, uns queridos (os meus são), representam um papel de louvar na sociedade contemporânea.

Sara Beja
22 Ago 2012

O Dia dos Avós é comemorado dia 26 de julho, porque é o dia de S. Joaquim e Santa Ana, pais de Maria e avós de Jesus, sendo estes os padroeiros dos avôs e das avós.
Já lá vão os tempos em que os mais velhos da família viviam sob o mesmo teto das gerações sucessoras de genes e apelido.
As avós, por norma, eram viúvas porque a esperança média de vida de um homem nos anos 50 era de 60 anos. Elas, eram as chamadas matriarcas, e tudo o que se passava na família, ou à volta dela, não podia decorrer sem o seu consentimento. Eram detentoras de um respeito que se conseguia sobrepor à figura masculina mais velha (filho ou genro) devido à idade. Ou seja, a idade era estatuto.
As crianças e jovens que assistiram e viveram nesse tempo, hoje em dia, adultos ou gerontes, supunham talvez que o mesmo lhes fosse suceder, ou seja, ainda havia algo de positivo em chegar a uma certa idade e ser avô ou avó perante uma família que trata com o maior respeito e dignidade possível.
O cenário da atualidade mudou e apesar da grande autoridade e respeito que se perdeu, os avós estão mais flexíveis e tolerantes com os netos e restantes familiares. Por norma, os avós cedem com mais facilidade aos netos do que cediam aos próprios filhos e aproveitam a oportunidade de ser avós para corrigir algumas falhas que admitem ter cometido com os filhos. Os avós são também uma fonte inesgotável de sabedoria que surpreende a curiosidade dos netos. E como também costumam ter mais paciência que os pais, transmitem-lhe muitos e importantes valores que são levados com os jovens para a vida.
Além de educadores, que são em muitos casos, os avós têm um papel preponderante na sociedade em geral. São simultaneamente alicerces e telhado de crianças e jovens em risco e evitam, em muitos casos, que os netos vão para orfanatos, que passem fome e outras necessidades, ou que não vão à escola, ou que comecem a trabalhar precocemente.
Na maioria dos casos, os avós dedicam uma boa parte da sua reforma a tomar conta dos netos que, atualmente, passaram a deixar de contar com a presença maternal permanente devido à emancipação feminina e à entrada da mulher no mercado de trabalho e, em muitos casos, de progressão na carreira profissional. Assim, na ausência dos pais, os avós são os adultos responsáveis e chegam por vezes a ser sobrecarregados com várias responsabilidades inerentes, tornando-se em alguns casos, “escravos” dos próprios filhos.
É por estes motivos, e por mais uns quantos que não foram referidos, que devemos o maior respeito a todos os avós. E, sobretudo, lembrarmo-nos (não só no dia dos avós, mas sempre) de que a companhia, o carinho e o afeto são gratuitos e constituem a melhor forma de pagarmos tudo o que os avós fazem pelos netos e pela família em geral.




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