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A regra do terceiro excluído

A Igreja Católica e as Grandes Lojas Unidas da Alemanha, tiveram conversações oficiais entre 1974 e 1980, com a finalidade de verificar se a posição da maçonaria em relação à Igreja Católica se tinha modificado e se, eventualmente, era doravante possível admitir a compatibilidade entre a adesão à maçonaria e a adesão à Igreja Católica.

Maria Susana Mexia
18 Ago 2012

Num clima de abertura, este encontro incidiu sobre o estudo dos rituais maçónicos.
A sua conclusão é que a visão do mundo da maçonaria, o seu conceito de verdade e a sua ideia de Deus, não sofreram alterações substanciais, permanecendo excluída a possibilidade de se pertencer, ao mesmo tempo, à Igreja Católica e à maçonaria, mesmo no caso de esta dar provas de benevolência para com a Igreja.
Por outro lado, o estudo aprofundado dos rituais maçónicos, da especificidade maçónica e da ideia, ainda hoje inalterada, que a maçonaria tem de si própria, revela claramente que a adesão à Igreja Católica e a adesão à maçonaria excluem-se mutuamente.
Os maçons negam a possibilidade de um conhecimento objetivo da verdade. O caráter relativo de toda a «verdade» constitui a base da maçonaria e como recusam toda a fé dogmática, não admitem qualquer espécie de dogma nas suas lojas, nem qualquer submissão aos mesmos. «Todas as instituições assentes numa base dogmática, sendo a Igreja Católica a mais representativa delas, exercem uma coação de fé».
O conceito maçónico de religião é relativista. As religiões não passam de tentativas concorrentes para exprimir a verdade sobre um Deus que, para eles, é inacessível ao conhecimento do homem, e nas lojas a discussão sobre os problemas religiosos é severamente proibida.
Em tempos idos, os maçons eram obrigados a aderir à religião maioritária do seu país, ou do seu povo, mas hoje é aconselhado aderir à religião «em que todos os homens estão de acordo», deixando a cada um as suas convicções.
O conceito de religião «em que todos os homens estão de acordo» implica uma conceção relativista da religião, a qual é incompatível com a convicção fundamental do cristianismo.
Nos rituais maçónicos, o conceito de «Grande Arquiteto do Universo» ocupa um lugar central, mas não há qualquer conhecimento objetivo de Deus, no sentido do Deus pessoal do teísmo. Para o maçon, o «Grande Arquiteto do Universo» não é um ser no sentido de um Deus pessoal. (…) Este conceito do «Grande Arquiteto do Universo», destrói pela base a representação que todo o católico tem de Deus e a resposta que Lhe dá quando se dirige a Ele como Pai e Senhor.
O conceito de Deus na maçonaria exclui a ideia de uma autorrevelação de Deus, tal como é confessada por todos os cristãos, não sendo compatível com o conceito católico de verdade, nem do ponto de vista da teologia natural, nem do ponto de vista da teologia revelada.
As divergências verificadas nos próprios fundamentos da existência cristã e as pesquisas efetuadas sobre os rituais e a espiritualidade maçónicos evidenciam claramente que permanece excluída toda a adesão simultânea à Igreja Católica e à maçonaria.
Em jeito de conclusão, eu aplicaria as três regras da lógica aristotélica que garantem a validade objetiva para um pensar correto: O princípio de identidade no qual se afirma que o que é é, e o que não é não é; o princípio da não contradição (é impossível que algo seja e não seja ao mesmo tempo); e o princípio do terceiro excluído (uma coisa não pode ser afirmada e negada ao mesmo tempo), pelo que esta hipótese fica excluída em todo o aspeto formal.
Logo, ou se é cristão ou se é maçon. Não existe uma outra conclusão ou terceira hipótese, logicamente válida.




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