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A RTP e a Lusa fazem-nos mal

Alguns dos portugueses mais lúcidos vêm afirmando que é indispensável fazer profundas alterações em Portugal, sem as quais não será possível resolver os graves problemas que fomos criando ao longo de quase 40 anos.

Cândido Morais
16 Ago 2012

Parece-me evidente que as alterações não poderão ser realizadas com as mesmas pessoas e as mesmas ideias que nos conduziram aqui. Mas, para haver diferentes pessoas, diferentes ideias e diferente composição do Parlamento, é indispensável que haja comunicação social diferente. Só assim poderemos acabar com esta partidocracia e construir uma democracia participativa com ligações responsáveis entre os eleitores e os eleitos.
Para isso, é urgente e indispensável que haja informação isenta e pluralista, com obrigatoriedade do contraditório sempre que transmitam opiniões de políticos. Que a informação paga com os nossos impostos sirva todos os portugueses e não apenas alguns. Atualmente, a Lusa e o grupo RTP ‘massacram-nos’ com as ideias e as pessoas do PCP, do BE e, às vezes, do PS. As pessoas com ideias à direita da social-democracia não têm voz (à semelhança do salazarismo que não dava voz ao comunismo), embora essas ideias governem os países mais prósperos e com maior justiça social. Por isso, aqueles órgãos de comunicação social são dos maiores responsáveis pela situação que vivemos.
É urgente e indispensável alterar esta situação, exigindo o contraditório sistemático (a uma ideia da extrema-esquerda contrapor uma da extrema-direita; a uma da direita, uma da esquerda…), para que os portugueses tenham informações diversas em vez de ‘sofrerem lavagens ao cérebro’. Sem isso, aqueles órgãos de comunicação social pagos pelos contribuintes não passam de aparelhos de propaganda do socialismo e do comunismo. Depois, então, aparecerão novas ideias, novas pessoas, novos partidos políticos na Assembleia da República. E será então possível elaborar nova Constituição e construir melhor futuro para os portugueses.
Há outras consequências causadas pela atual comunicação social, mas destaco apenas uma: a não atração de investimento estrangeiro, indispensável para aumentar a produção de riqueza e diminuição do desemprego. Dar aos investidores a ideia que odiamos o capital e os seus ‘donos’ (investidores) não ajuda mesmo nada. Não é por acaso que, nos países comunistas, não há investimento estrangeiro (e sem ele não há novas tecnologias, novos métodos de trabalho, inovação, etc.), e nos países socialistas é diminuto. Portugal é um exemplo disso mesmo: nos anos de governos socialistas o investimento estrangeiro de qualidade foi decrescente.




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