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Assunção de Nossa Senhora – Da meta entendemos (melhor) as etapas

«Hoje, a Virgem Mãe de Deus foi elevada à glória do Céu. Ela é a aurora e a imagem da Igreja triunfante, ela é sinal de consolação e esperança para o vosso povo peregrino. Vós não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo aquela que gerou e deu à luz o autor da vida, vosso Filho feito homem».

13 Ago 2012

Partindo deste excerto do prefácio da missa da solenidade da Assunção de Nossa Senhora, poderemos encontrar algumas das linhas teológicas desta celebração e apontar breves desafios à nossa condição de cristãos/católicos neste tempo.

Elevada à glória do Céu… Não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo
O mistério que celebramos é tão simples quão complexo: Maria foi elevada ao Céu em corpo e alma, dignificando o templo da presença de Deus que Ela foi, em razão de nos ter dado o autor da vida, Jesus Cristo, verbo encarnado e redentor.
Por especial prerrogativa divina, Maria foi imaculada e, preservada do pecado, também não foi submetida à corrupção do túmulo pela degradação do seu corpo biológico. Esta graça teve-a por ser a Mãe do Filho de Deus.
O Catecismo da Igreja Católica (n.º 966) refere: «A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos: No teu parto guardaste a virgindade e na tua dormição não abandonaste o mundo, ó Mãe de Deus; alcançaste a fonte da vida, Tu que concebeste o Deus vivo e que, pelas tuas orações, hás-de livrar as nossas almas da morte».

Ela é imagem e aurora da Igreja triunfante
Contida em protótipo da vivência em Igreja, por Maria podemos compreender em fé a força de n’Ela sermos como Igreja o que Ela viveu em plenitude.  Por isso, celebrar alguma das vertentes de Maria é, eclesialmente, percebermos cada vez melhor o que Deus fez em Maria e quer operar, continuamente,  na Igreja.
Nesta solenidade da Assunção de Nossa Senhora, contemplamos a glorificação da própria Igreja, pois, na medida em que vive em santidade, a Igreja vai vencendo a dimensão pecadora em cada um dos seus membros. Digamos que olhamos para a meta – a glorificação com Maria no Céu – percorrendo as várias etapas pessoais com novo vigor e renovado sentido.

Ela é sinal de consolação e esperança para o vosso povo peregrino
Com este modelo de caminhada e força de atração para a santidade, podemos deixar-nos conduzir pela Mãe, investidos na força de esperança e como sinais de consolação.
De facto, a celebração da Assunção de Nossa Senhora, para muitos em tempo de lazer e de descanso, pode-nos ajudar a revigorar as forças, por entre tantos medos e incertezas, no presente e para o futuro. E nem a sensação dum certo empobrecimento pessoal, familiar, social e nacional, nos poderá castigar perante esta força de atração que é Maria glorificada.
Mais do que uma devoção ou entretendo-nos com pequenas festas populares, esta solenidade da Assunção de Nossa Senhora chama-nos a viver o compromisso de construirmos uma sociedade mais fraterna e tendencialmente mais solidária.
Como povo peregrino. sabemos donde vimos e para onde vamos, pois a nossa meta não se fixa numa utopia rebelde ou rezingona, mas antes se constrói por uma comunhão esclarecida nas várias dificuldades uns dos outros, a começar pelos que nos estão mais próximos.
Precisamos de semear flores de esperança e de cantar as vitórias da consolação. Assim o façamos mais consciente e responsavelmente!




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