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Um “frágil” Sp. Braga

Um “frágil” Sp. Braga
Amanhã, o Sp. Braga recebe no Axa a equipa inglesa do West Ham, em jogo de “apresentação” da equipa aos adeptos bracarenses. Nesse mesmo dia, os “Guerreiros do Minho” ficarão a conhecer o nome da equipa que terão de defrontar no “playoff” da Liga dos Campeões. E dentro de uma semana terão de se deslocar à Luz para enfrentarem o Benfica na 1.ª jornada da Liga portuguesa.

Pedro Álvares de Arruda
9 Ago 2012

Significa isto que o “cerco” ao Sp. Braga começa a apertar: no encontro com o West Ham, a equipa minhota não vai, por certo, querer fazer má figura diante dos seus adeptos; a partida contra os “encarnados”, embora corresponda ao arranque do campeonato, é psicologicamente muito importante para o conjunto de Peseiro, na medida em que um mau resultado ou uma fraca exibição poderão “condicionar”, em termos anímicos, o futuro próximo da equipa; e o encontro do “playoff” da Liga dos Campeões é fundamental para os bracarenses, já que a passagem para a fase de grupos implica a obtenção de elevados proventos (não só de cariz monetário, mas também ao nível do prestígio que o Sp. Braga quer continuar a sedimentar no mapa do futebol europeu).
Nos encontros de “preparação” que já disputaram no presente defeso – quer em jogos ditos “particulares”, quer em torneios “oficiais” –, os “Guerreiros do Minho” têm revelado múltiplas fragilidades, particularmente nos setores defensivo e ofensivo. Neste último setor, o ponta de lança tem-se visto demasiado isolado, com fraco apoio dos extremos e lento suporte dos médios; e no setor defensivo, as fragilidades têm sido ainda mais evidentes, com os centrais a necessitarem de maior “rodagem” na coordenação de movimentos, e a ala esquerda a revelar um Elderson semelhante ao da época transata: sem grande acutilância na “marcação” aos adversários diretos e, sobretudo, sem significativa capacidade de recuperação rápida após as incursões que realiza na defesa da equipa contrária.
Ora, uma equipa com as ambições do Sp. Braga para a época que agora começa (e tornadas públicas pelos seus responsáveis há cerca de um mês) não pode, de forma alguma, apresentar tantas fragilidades como aquelas que tem revelado nos vários jogos de “preparação” já disputados. E se é verdade que a temporada ainda vai no “adro” e que um mau “ensaio geral” leva quase sempre a uma boa “estreia”, também não deixa de ser verdade que, como diz o povo, “é de pequenino que se torce o pepino”… E nesta fase inicial da época, o Sp. Braga não tem correspondido, em termos exibicionais, às anunciadas aspirações para 2012-13. Pelo que se espera uma “alteração de rumo” nessas exibições e nos resultados – mudança essa perfeitamente ao alcance de uma equipa que, sem incluir “vedetas” planetárias, não deixa de possuir jogadores de elevado nível competitivo…

Nota – Os minhotos Fernando Pimenta (de Ponte de Lima) e Emanuel Silva (de Prado, Vila Verde) conseguiram, ontem, a magistral proeza de conquistarem a primeira medalha (prata) nos Jogos Olímpicos de Londres para o nosso país e para a canoagem nacional. Sendo esta modalidade desportiva uma das menos apoiadas em Portugal, a proeza daqueles dois atletas ganha ainda maior relevância. E vem demonstrar, porventura, que não andam a ser bem “distribuídos” os apoios às modalidades olímpicas – uma situação que as Entidades devem analisar (e rever!), até pelo elevado número  (e boa qualidade) de praticantes de canoagem que há no país!




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