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Uma questão social!

Somos um povo educado, prudente, sensato, habituado a vencer dificuldades e que aceita todos os desafios sempre que devidamente esclarecido e convocado. Habituados a sofrer, tantas foram as crises no passado, continuam sempre a acreditar naqueles que prometem melhores dias, em boa verdade também nos agradaria que isso fosse verdade.

J. Carlos Queiroz
2 Ago 2012

Mas ficamos felizes com muito pouco, gostamos de ver toda a gente bem e aproveitamos o tempo para coisas simples e económicas. Conversamos num café ou mesmo no vão da escada, aceitamos o convite para um passeio com amigos, convivemos e embora pobres, ainda sorrimos…
Que bom quando os autarcas se lembram de disponibilizar um autocarro ou uma carrinha para levar os idosos ou as crianças, até uma praia próxima… São momentos únicos e que alegram os rostos ansiosos, que sempre pensam no que de mal vai acontecendo à sua volta.
Durante muitos anos não valorizei devidamente esses passeios e convívios, mas hoje reconheço que desempenham um papel importante no convívio e conhecimento entre pessoas e famílias da comunidade, servindo para reforçar laços de amizade e aproximar pessoas que vivendo embora próximas, raramente se encontram.
A importância do poder local, nestes momentos diferentes na vida das pessoas, é uma realidade e merece ter continuidade mesmo nas idas à praia durante os meses de Verão, da mesma forma que a realização de convívios nas freguesias permitem um melhor conhecimento dos problemas e questões da terra.
Na verdade as pessoas, já se cansaram de ouvir os políticos e dispensam as conversas daqueles que teimam em prometer e nada fazer, ou que apenas fazem discursos empolgantes porque sabem as questões que abordam nunca terão a solução por si proposta. É fácil prometer quando antecipadamente sabemos daí não resultará qualquer obrigação pes-
soal ou política.
As pequenas pensões sociais obtidas ao fim duma vida de trabalho, as ofertas de emprego, a garantia de assistência médica, o apoio aos idosos, a estabilidade social e a qualidade de vida, são hoje temas habituais nos passeios e convívios que vão acontecendo um pouco por todo o lado.
Os jardins onde os reformados se entretêm em conversa ou jogos de cartas, os edifícios disponibilizados para convívio, os esclarecimentos prestados pelas Juntas de Freguesia ou associações locais, os eventos realizados para alegrarem as populações, são apenas alguns bons exemplos da forma como muitas questões sociais vão sendo tratadas na comunidade.
Bem haja todos aqueles que estão ao serviço dos cidadãos, se preocupam em cada momento, pelo seu bem-estar. É fácil denegrir a imagem daqueles que, desempenhando embora tarefas públicas, não têm disponibilidade económica para mostrar obra, porém a vontade de colaborar com os cidadãos e o esclarecimento das situações leva à compreensão e tolerância ao mesmo tempo que fortalece o entendimento entre pessoas.
Que o poder local continue a poder desempenhar um papel preponderante junto dos cidadãos. Portugal precisa de  motivação e de acreditar no seu futuro. Os portugueses sabem ouvir e gostam que lhes falem verdade. Os portugueses valorizam também pequenos gestos, sejam de cortesia ou de respeito pelo próximo. Que o poder local continue a merecer do Governo particular atenção.




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