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Ano da Fé 4

No número 12 de “A Porta da Fé” Bento XVI informa ter convidado a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir uma Nota através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver o Ano da Fé.

 

Silva Araújo
2 Ago 2012

Datada de 6 de janeiro de 2012 a Congregação para a Doutrina da Fé publicou-a com o nome de “Indicações Pastorais para o Ano da Fé”.
 
Aí se lembra que o fundamento da fé cristã é «o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo». Fundamentada no encontro com Jesus Cristo ressuscitado, a fé poderá ser redescoberta na sua integridade e em todo o seu esplendor.
 
Refere-se a citada Nota aos documentos do Vaticano II e ao Catecismo da Igreja Católica, um verdadeiro fruto do Concílio que pretende favorecer a sua assimilação. Elaborado na sequência de uma sugestão do Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985, destinado a «oferecer ao Povo de Deus um compêndio de toda a doutrina católica e um texto de referência segura para os catecismos locais», «o Catecismo, compreende «coisas novas e velhas (cf. Mt 13,52), porque a fé é sempre a mesma e simultaneamente é fonte de luzes sempre novas».
 
A Nota apresenta um conjunto de indicações para o Ano da Fé que desejam favorecer tanto o encontro com Cristo por meio de autênticas testemunhas da fé, quanto o conhecimento sempre maior dos seus conteúdos.
Insere, com bastante pormenor, indicações para a vivência do Ano da Fé a nível da Igreja Universal; a nível das Conferências Episcopais; a nível diocesano; a nível das paróquias, das comunidades, das associações, dos movimentos.
Considera útil convidar os fiéis a dirigirem-se com devoção particular a Maria, reconhecendo o seu papel especial no mistério da salvação.
Insiste numa maior atenção ao estudo dos Documentos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica. Neles poderá ser concentrada a formação permanente do clero.
Sugere a republicação dos Documentos do Concílio, do Catecismo da Igreja Católica e do seu Compêndio, também em edições de bolso e económicas e a sua maior difusão possível com a ajuda dos meios eletrónicos e das modernas tecnologias.
 
Recomenda aos Pastores que se empenhem na promoção de transmissões televisivas ou radiofónicas, filmes e publicações, também a nível popular e acessíveis a um grande público, sobre o tema da fé, dos seus princípios e conteúdos, como também sobre o significado eclesial do Concílio Vaticano II.
Igual empenho deve ser tido com a difusão do conhecimento dos santos do próprio território, utilizando também os modernos meios de comunicação social.
 
Afirma ainda ser desejável um controlo dos catecismos locais e dos vários subsídios catequéticos em uso nas Igrejas particulares, para garantir a sua conformidade plena com o Catecismo da Igreja Católica.
 
Será oportuno, sugere, controlar a assimilação (receptio) do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica na vida e na missão de cada Igreja particular, especialmente em âmbito catequético. Neste sentido deseja-se um empenho renovado por parte dos Secretariados da Catequese das Dioceses, os quais – com o apoio das Comissões para a Catequese das Conferências Episcopais – têm o dever de providenciar à formação dos catequistas no que diz respeito aos conteúdos da fé.
 
Nas referidas “Indicações Pastorais” os Bispos são convidados a organizar, especialmente no período da quaresma, celebrações penitenciais nas quais se peça perdão a Deus, também e particularmente, pelos pecados contra a fé. Este Ano, acrescenta, será também um tempo favorável para se aproximar com maior fé e maior frequência do sacramento da Penitência.
 
De acordo com a citada Nota será importante promover encontros com pessoas que, «embora não reconhecendo em si mesmas o dom da fé, todavia vivem uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo», inspirando-se também nos diálogos do Pátio dos Gentios, organizados sob a guia do Conselho Pontifício para a Cultura.
 
Será ainda oportuno promover missões populares e outras iniciativas nas paróquias e nos lugares de trabalho para ajudar os fiéis a redescobrirem o dom da fé batismal e a responsabilidade do seu testemunho, na consciência de que a vocação cristã «é também, por sua própria natureza, vocação ao apostolado».
 




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