Fotografia:
Outro Ponto de Vista…

“Terra de tantas e desvairadas gentes…” Eça de Queirós
A luminosidade, o cheiro e encanto de cidade imperial associado à releitura da obra de Filomena Mónica que versa sobre os aspectos biográficos de Fontes Pereira de Melo impele-nos de forma assombrosa para os dias que hoje correm.

Acácio de Brito
27 Jul 2012

Recorde-se que nos estamos a referir a um personagem de capital importância política e social, na segunda metade do século XIX.
É sintomático que em alguns aspectos do nosso comportamento, entretanto, coisa alguma se tenha alterado.
De positivo, esta nossa “irresponsabilidade colectiva” de acreditarmos que o progresso só tem dimensão instrumental.
Estradas e vias-férreas são seguramente elemento estruturante de desenvolvimento. Mas não bastam, per se.
O desenvolvimento autêntico deve ser procurado e buscado em tudo aquilo que é substantivo.
Para tal, temos de pensar e fazer diferente!
Insistir no mesmo do XIX é falta de jeito mesmo!
Hoje como então, as negociatas, os compadrios, a corrupção generalizada não nos leva a lado algum.
Os custos que pagamos, com esta forma de organização ou, falta dela, são de tal monta que daria seguramente para termos um superavit orçamental!
Também como então, hoje, temos os nossos “Herculanos”, que se podem chamar “Pachecos”…
E lá vamos cantando e rindo, levados, não sabemos bem porquê, nem tão pouco, por quem!
Que círculo infernal este!
Até parece que estamos nos idos 1850…
Ontem a via-férrea, hoje novamente, a mesma discussão.
Ontem as queixas dos homens do Norte, hoje, um filme que já se viu!
Até quando, mais do mesmo?!

PS – Depois de ter escrito a minha crónica tomei conhecimento do falecimento do Senhor Eng.º Amorim, ilustre bracarense a quem a nossa urbe muito deve.
Braga ficou muito mais pobre.
À família, no momento de dor, a certeza de que do seu exemplo, os bracarenses, saberão seguir o exemplo.




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