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Ano da Fé 3

Relativamente à forma como deverá ser vivido o Ano da Fé, na Carta Apostólica «A Porta da Fé» Bento XVI informa ter convidado a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, uma Nota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano ao serviço do crer e do evangelizar. Referir-me-ei a tal Nota em próximo artigo.
 

Silva Araújo
26 Jul 2012

Fazer profissão do Credo
 Do exposto na Carta Apostólica conclui-se que o Ano da Fé poderá viver-se:
mediante a fé em Jesus Cristo, que é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação;
através de uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único salvador do mundo;
cumprindo o dever de evangelizar;
intensificando a reflexão sobre a fé e fazendo publicamente a profissão do Credo. «Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo».
 
De harmonia com o pensamento do Santo Padre deverá viver-se também o Ano da Fé:
intensificando a fé na liturgia;
descobrindo novamente os conteúdos da fé professada, vivida e rezada (através do estudo do Catecismo da Igreja Católica);
mediante a meditação diária do Credo.
 
Intensificar o testemunho da caridade
 Uma forma de viver o Ano da Fé, conforme proposta de Bento XVI, consiste em intensificar o testemunho da caridade.
Escreve Bento XVI: «A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra realizar o seu caminho. De facto, não poucos cristãos dedicam amorosamente a sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo. Em virtude da fé, podemos reconhecer naqueles que pedem o nosso amor o rosto do Senhor ressuscitado. «Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40): estas palavras de Jesus são uma advertência que não se deve esquecer e um convite perene a devolvermos aquele amor com que Ele cuida de nós. É a fé que permite reconhecer Cristo, e é o seu próprio amor que impele a socorrê-Lo sempre que Se faz próximo nosso no caminho da vida. Sustentados pela fé, olhamos com esperança o nosso serviço no mundo, aguardando «novos céus e uma nova terra, onde habite a justiça» (2 Ped 3, 13; cf. Ap 21, 1).
 
Viver em coerência com a Fé
 Uma outra sugestão de Bento XVI para a vivência do Ano da Fé consiste em viver em coerência com a fé e fazer da Igreja comunidade visível da misericórdia do Senhor:
«A fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo. Aquilo de que o mundo tem hoje particular necessidade é o testemunho credível de quantos, iluminados na mente e no coração pela Palavra do Senhor, são capazes de abrir o coração e a mente de muitos outros ao desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que não tem fim».
 
Vive-se também o Ano da Fé repassando, durante ele, a história da nossa fé, como é proposto no número 13 de «A Porta da Fé», onde se recorda a fé de Maria, dos Apóstolos, dos discípulos, dos mártires, dos crentes.




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