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Ano da Fé 2

À renovação da Igreja, através do testemunho dos crentes, – um dos objetivos do Ano da Fé – se refere particularmente Bento XVI nos números 6, 10 e 15 da Carta Apostólica «A Porta da Fé».

Silva Araújo
19 Jul 2012

«Os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou». «A Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação».
«O Ano da Fé é (pois) convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo», que «chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados» (n.º 6).

Aludindo ao testemunho de vida que nós, os crentes, devemos procurar dar, lembra, no número 10, que «o cristão não pode jamais pensar que o crer seja um facto privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este ‘estar com Ele’ introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita».
«A própria profissão da fé, afirma também Bento XVI, é um ato simultaneamente pessoal e comunitário. De facto, o primeiro sujeito da fé é a Igreja. É na fé da comunidade cristã que cada um recebe o Batismo, sinal eficaz da entrada no povo dos crentes para obter a salvação».

Como se pode notar, «o conhecimento dos conteúdos de fé é essencial para se dar o próprio assentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja».

No n.º 15 de «A Porta da Fé» o Santo Padre diz que «a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo. Aquilo de que o mundo tem hoje particular necessidade é o testemunho credível de quantos, iluminados na mente e no coração pela Palavra do Senhor, são capazes de abrir o coração e a mente de muitos outros ao desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que não tem fim».

O testemunho de vida, pelo qual os cristãos atuam como luz do mundo e sal da terra, exige que os mesmos cristãos se alimentem com o pão da Palavra e da Eucaristia. «Devemos, escreve Bento XVI no número 3, readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos».




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