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Pedro, a Barca e o Mar

Quem está minimamente familiarizado com os Evangelhos encontra muitas vezes estas palavras, simultaneamente num texto. E qual será a razão? Pedro, foi pescador. Podemos afirmá-lo com certeza, pois vem assim nos Evangelhos e estes são livros históricos, que contam a verdade. Nasceu na Galileia e exercia a sua profissão junto ao lalo de Genesaré, também chamado Mar de Tiberíades. Originariamente, chamava-se Simão, mas um dia Jesus mudou-lhe o nome para Pedro, que significa «pedra».

Maria Fernanda Barroca
30 Jun 2012

De facto, Pedro viria a ser a pedra angular da Igreja fundada por Jesus Cristo. Pedro desde que conheceu Jesus acompanhou-O sempre, até ao momento que negou conhecer Jesus, coisa que de imediato se arrependeu. Conta a lenda que chorou tão amargamente o seu pecado que, na cara, se lhe cavaram dois sulcos (podemos confirmar isto no quadro de El Greco, que retrata S. Pedro).
Pedro foi portanto o Primeiro Vice-Cristo, isto é, o primeiro Papa. Como tal, teve de sofrer muito no tempo de Nero, que perseguiu a Igreja ferozmente. Façamos um parêntese e pensemos nas analogias com o nosso tempo. Pedro perseguido – Bento XVI perseguido, a Igreja acusada de todos os crimes, os seus membros, os sacerdotes, acusados e, pior, tomando uma ínfima parte pelo todo!

Depois a Barca. Não pensemos que a barca de Pedro fosse um barquito desmantelado, a meter água por todos os lados. Há momentos em que se diz que Pedro e mais seis companheiros foram pescar, logo cabiam lá sete homens, que nós imaginamos robustos. Noutra ocasião, por ordem de Jesus, lançaram as redes e conseguiram trazer para terra cento e cinquenta grandes peixes – isto só com braços fortes e uma embarcação sólida. Sabemos também que, pelo menos, num caso, a barca de Pedro foi açoitada por ventos de tal modo fortes que eles pensavam que iam a pique. Mas não. É exatamente como agora: a barca é a Igreja e os ventos são as calúnias e infâmias com que os lóbis poderosos a açoitam, porque não aceitam ver os seus modos de ser e viver denunciados pela autoridade da Igreja, que condena os seus comportamentos, sem condenar quem os pratica – para «esses» (não digo quem são, pois toda a gente sabe e não vem aqui ao caso), tem sido a voz da Igreja quem mais se tem ouvido na defesa dos seus direitos.
E o mar? É este mundo, que Deus criou e povoou com a ajuda dos homens e mulheres e que era, no dizer do próprio Deus, «muito bom», mas que, por desobediência, rompeu a amizade com Deus, amizade essa que foi recuperada com a Redenção – Encarnação, Paixão e Morte de Jesus, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem.

Essa Redenção, sob um olhar superficial, parece que falhou, tanta é a lama que cobre as Criação. Mas não. Entre a lama, entre os destroços, entre os escombros, há sempre um lírio que desponta e esse basta para manifestar que nem tudo está perdido.
Pedro – Bento XVI; Barca – Igreja; Mar – Mundo, são do nosso tempo.
Se no tempo de Pedro o mar sacudia a sua barca, não nos deve surpreender que no tempo de Bento XVI, o Mundo persiga a Igreja.
Devemos até estar agradecidos àqueles que atualmente querem derrubar a Igreja, denegrindo a imagem de alguns dos seus membros. Foi sempre assim ao longo destes séculos e a Igreja prevalece. E porquê? Porque é de origem divina e os poderes do mal não prevalecerão contra ela. Disso podemos estará certos.
Pedro – ocorreu ontem, dia 29, a sua festa litúrgica e, ao mesmo tempo, o 61.º aniversário da ordenação sacerdotal deste outro Pedro que dá pelo nome de Bento XVI. O mundo inteiro aderiu o melhor que pôde ao pedido de orações pela sua pessoa e intenções. Mas Bento XVI pede que rezemos, não só por ele, mas por todos os sacerdotes do mundo, para que cresçam em santidade e em número. Para isso somos convocados e só nos resta dizer PRESENTE!




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