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Outro Ponto de Vista

“Tristes mas com um orgulho tremendo de sermos portugueses!”(Paulo Bento)
O futebol profissional português está de parabéns! A prestação da seleção portuguesa de futebol no campeonato da Europa dignificou, pelos seus resultados, o País. Nestes últimos dias, até pareceu que a crise foi amenizada. O futebol cumpriu uma das suas funções sociais. Galvanizou pessoas, provocou polémicas e deu um ar positivo de modernidade.

Acácio de Brito
29 Jun 2012

O futebol, enquanto prática desportiva, transformou-se, para o bem e para o mal, numa indústria de entretenimento que move milhões. De pessoas e de dinheiro!
Os seus atores principais, os jogadores, transformam-se em autênticos deuses do Olimpo. Idolatrados por multidões, têm responsabilidades acrescidas. Significam, para muitos, nomeadamente, os mais jovens, modelos que procuram seguir. Daí a responsabilidade acrescida dos seus vários intérpretes.
Recordamos o exemplo de jogadores como Eusébio, António Simões, Coluna, Humberto Coelho, Fernando Gomes, Jordão, Nené, José Augusto e, por que não, Figo e Rui Costa, como modelos do bem comportamento.
Queremos, ou procuramos esquecer, exemplos de outros, que na celebração de uma vitória, a estragam completamente.
Por isso, parabenizo não só a forma digna da participação, mas, sobretudo, a dignidade com que foi encarada a derrota com “nuestros hermanos”.
Os vencedores não se reconhecem apenas nas vitórias. Conhecem-se na dignidade com que aceitam, também, as derrotas.
Bem visto!
Do palanque da vitória de outros, os nossos representantes, tristes, souberam ser dignos vencidos, honrando deste modo a representação portuguesa.
Contudo, não podemos voltar a permitir que alguns, sem qualquer formação cívica e moral, se permitam, de forma leviana, insultar tantos que gostam de futebol e até são adeptos de clubes diferentes.
Bem sei que a culpa não é só dos que aparecem, mas isto não deve aparecer como fator desculpabilizador. Mas, estes, os que aparecem, têm a responsabilidade acrescida de quem aparece como modelo.
Sabemos que muitos dos ídolos têm pés de barro. Os exemplos, tanto no mercado doméstico, como no exterior, são abundantes, desde um Vítor Baptista a um Best, ou mesmo um Diego Maradona. Mas alguns parecem que nunca aprendem…
O problema, se calhar, pode ser outro. Temos alguns dirigentes que, usando e abusando da mais fina ironia, julgam mesmo que são intocáveis! Quão efémeros são os poderes temporais!
Não obstante, como indústria, o futebol português tem-nos honrado. Fornecemos o melhor dos recursos ao mundo inteiro, arrecadando receitas significativas que tanta falta nos fazem! Este é um dos “clusters” a proteger, pois situamo-nos entre a excelência do que melhor se faz no mundo.
A imagem do País fica reforçada. Esperemos que os poderes reais não se esqueçam de rentabilizar este potencial de crescimento económico ao serviço de Portugal.
Finalmente, parabéns aos ilustres jogadores pelo modo como contribuíram para a dignificação do nome do seu País!




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