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Vamos! Em busca duma cidade melhor

Já todos compreendemos que o modelo de sociedade que criámos – uns mais, outro menos – nos trouxe a uma situação extremamente grave. Braga está doente, podíamos dizê-lo, e os sintomas são preocupantes: desemprego, pobreza e fome. No CDS, procuramos promover o desenvolvimento, apoiar a criação de emprego, incentivar a partilha.

Nuno Oliveira Dias
22 Jun 2012

RETRATO
É importante lembrar que a sociedade contemporânea, a nossa vida, o nosso quotidiano, está muito marcado por erros grosseiros. Se o aborto é o mais chocante – e, cinicamente, o menos falado – a falta de verdade, as economias paralelas e os abusos de poder são alguns dos vários exemplos que poderíamos facilmente indicar e que mostram uma sociedade à deriva por caminhos errados e desonestos. Não admira que haja tantos problemas: se se escolheu a mentira, encontramos uma cidade fértil em erros.
«O mundo sofre por falta de convicções», dizia Paulo VI, nos anos 70.
É, assim, evidente que devemos corrigir o nosso caminho, rea-firmar princípios e valores da nossa cultura. Se procuramos uma cidade melhor – porque a base, a Braga milenar, é rica em virtudes – temos que começar por corrigir os muitos erros acumulados.
É muito cómodo ser pessimista. Diria mesmo que é banal. Mas a nossa obrigação vai no sentido oposto! O nosso dever não pode ser outro senão o de dar esperança às pessoas. Precisamos duma nova política para a cidade! Temos de ter iniciativa. Vamos!

DEMOGRAFIA
O problema do inverno demográfico já está em Braga e caminhamos para um suicídio coletivo. Há, portanto, que corrigir, mas de forma radical, este enorme erro por onde nos estamos a precipitar.
Não poderia, por exemplo, a Câmara Municipal de Braga apoiar as crianças  ainda não nascidas? Estas são as mais frágeis das pessoas e não se podem defender. Por que não ter um levantamento dos casos que existem, estudar as situações concretas e procurar soluções?
“A abertura moralmente responsável à vida é uma riqueza social e económica. Grandes nações puderam sair da miséria justamente graças ao grande número e às capacidades dos seus habitantes. Pelo contrário, nações outrora prósperas atravessam agora uma fase de incerteza e, em alguns casos, de declínio, precisamente por causa da diminuição da natalidade, problema crucial para as sociedades de proeminente bem-estar. A diminuição dos nascimentos, situando-se abaixo do chamado «índice de substituição», põe em crise também os sistemas de assistência social, aumenta os seus custos, contrai a acumulação de poupanças e, consequentemente, os recursos financeiros necessários para os investimentos, reduz a disponibilização de trabalhadores qualificados, restringe a reserva aonde ir buscar os «cérebros» para as necessidades de todos. Além disso, as famílias de pequena e, às vezes, pequeníssima dimensão correm o risco de empobrecer as relações sociais e de não garantir formas eficazes de solidariedade. São situações que apresentam sintomas de escassa confiança no futuro e de cansaço moral. Deste modo, torna-se uma necessidade social, e mesmo económica, continuar a propor às novas gerações a beleza da família e do casamento, a correspondência de tais instituições às exigências mais profundas da dignidade da pessoa. Nesta perspectiva, somos chamados a instaurar políticas que promovam a centralidade e a integridade da família, fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher, célula primeira e vital da sociedade, preocupando-se também com os seus problemas económicos e fiscais, no respeito da sua natureza relacional” ( Caritas in Veritate, 44 ).
Vamos!
Temos que estimular as pessoas sem emprego e apoiar as suas famílias. Para além dum claro apoio à vida, deixo algumas propostas de política local para reflexão:
1. A Câmara pode, por exemplo, proporcionar locais onde as pessoas irão procurar informação para desenvolver as suas capacidades, valorizando-se; a formação ao longo da vida, assim como o acesso à Internet, bibliotecas para crianças, sala de actividades, salas de estudo para apoio escolar e superior;
2. A Câmara tem um papel social vital a prestar: criar uma nova política cultural: ler e aprender por lazer possibilita às pessoas uma saída social e pode beneficiá-las muito na sua qualidade de vida. Incentiva, ainda, uma cultura de iniciativa própria e “atiça” a sede de conhecimento. Pode-se, assim, responder às áreas afetadas por problemas sociais e às carências de linguagem e literacia, pois os progressos atuais
na sociedade de informação podem aprofundar ainda mais o nível de exclusão social experimentado por muitos. Por isso, há que mudar mentalidades, mudar a forma de fazer as coisas, prestando serviços que espelhem a maneira de viver contemporânea.
Que nos seja dada a força e a alegria necessárias para continuarmos a dedicar-nos com generosidade ao compromisso de realizar o desenvolvimento de Braga.




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