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Festa do Imaculado Coração de Maria

A Igreja celebrou ontem a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, e hoje festeja o Imaculado Coração de Maria, Mãe de Jesus e nossa mãe. Maria Santíssima é verdadeiramente Mãe de uma bondade incomensurável. Os cuidados para connosco excedem todo o amor conhecido, pois não apenas é generoso, terno, envolvente e até heróico, mas parece ultrapassar todos os limites.

Maria Fernanda Barroca
16 Jun 2012

Como vimos, mesmo quando em Fátima se referiu aos castigos reservados para o mundo impenitente, a Mãe de Deus fê-lo com profunda tristeza. Apesar do anúncio desses castigos, Nossa Senhora encontra-se pronta a obter-nos de seu Divino Filho o perdão. A condição é que utilizemos os meios por Ela indicados: o aumento na devoção a Ela, a oração e a penitência.
Não há por que estranhar o caráter condicional dessa promessa de perdão, vinda de Mãe tão bondosa e misericordiosa. Uma vez que alguém está ameaçado de castigo por causa de seus pecados, o modo de ser poupado é deixar de cometê-los.
Para salvar as almas “dos pobres pecadores, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração” – disse a Santíssima Virgem na aparição de 13 de julho de 1917, aos pastorinhos. Porém, não foi esta a única ocasião em que Nossa Senhora se referiu à importância dessa devoção. Mencionou-a diversas outras vezes nas suas mensagens.
Quem levar a sério este aviso maternal e puser em prática a devoção ao seu Imaculado Coração, será favorecido por seu contínuo amparo. Por maiores que tenham sido os pecados cometidos, Nossa Senhora intercederá pelo fiel devoto junto a seu Divino Filho, obtendo-lhe todas as graças de emenda de vida.
Nossa Senhora comunicou à Irmã Lúcia: “Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”. Para receber esse benefício, basta que os meus devotos façam a comunhão reparadora dos Primeiros Sábados de cinco meses seguidos, além de se confessar, rezar o Terço e fazer quinze minutos de meditação sobre os Mistérios do Rosário. Essa comunhão deve ser oferecida em desagravo à Santíssima Virgem e a seu Divino Filho, pelos pecados e ofensas contra Eles cometidos.
Com efeito, na terceira aparição, em 13 de julho, Nossa Senhora prometera: “Virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados”. Tal vinda ainda não se dera – só veio a acontecer quando o Francisco e a Jacinta já tinham morrido e Lúcia recebeu uma aparição de Maria. Recordemos a mensagem da Senhora, transmitida por Lúcia: no dia 10 de dezembro de 1925, “apareceu-me a Santíssima Virgem e, ao lado, suspenso em uma nuvem luminosa, um Menino. A Santíssima Virgem, pondo-me a mão no ombro, mostrou-me um Coração que tinha na outra mão, cercado de espinhos. Ao mesmo tempo, disse o Menino: ‘Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um acto de reparação para os tirar’.
Em seguida, disse a Santíssima Virgem: ‘Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todo momento Me cravam com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, vê se Me consolas, e fala-lhes na Devoção dos «Cinco Primeiros Sábados»’.
No dia 15 de fevereiro de 1926, apareceu-lhe de novo o Menino Jesus. Perguntou-lhe se já tinha espalhado a devoção à sua Santíssima Mãe. Ela disse que a Madre Superiora estava disposta a propagá-la, mas que o confessor tinha dito que esta última, sozinha, nada podia. Jesus respondeu: ‘É verdade que a tua Superiora, só, nada pode; mas, com a minha graça, pode tudo’.
Apresentou a dificuldade que algumas almas tinham de se confessarem no Sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias. Jesus respondeu: ‘Sim, pode ser de muitos mais [dias] ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça e tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria’.
Quatro anos depois, na madrugada de 29 para 30 de maio de 1930, Nosso Senhor revelou interiormente à Irmã Lúcia outro pormenor a respeito das comunhões reparadoras dos Cinco Primeiros Sábados: “E quem não puder cumprir com todas as condições no Sábado, não satisfará com os Domingos?’ – perguntou Lúcia. Jesus respondeu: “Será igualmente aceite a prática desta devoção no Domingo seguinte ao primeiro Sábado, quando os meus Sacerdotes, por justos motivos, assim o concederem às almas.”
Não é por estarmos em crise que devemos acolher com fé (sem sombra de superstição) as recomendações de Nossa Senhora, mas porque a crise que assola Portugal e não só, é uma crise de valores morais e a tentativa de descristianizar a Europa. Entre nós, isto só muda se o país deixar de ser governado por maçons e deixar de fazer gala ao dizer que é um Estado laico!




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