Fotografia:
Compasso do Tempo

Dizia-me um conhecido jornalista: a primeira notícia é a que fica! Pois é! Como é que a publicidade da privacidade da vida (por isso, sempre repudiei biografias, com documentos fotográficos e genealógicos, etc, etc..) há muito operada no “Diário da República”, 2º série, nº 6, de 9 de Janeiro de 2009, p.811, à semelhança do mesmo “noticiário” na Caderneta da Caixa Geral de Depósitos, onde é depositada a minha reforma, ocorre, após comentários meus à TSF sobre os cumprimentos gratos, dirigidos a quem tem carregado o suplício da injustiça e da “desordem estabelecida”?!

D. Januário Torgal Mendes Ferreira
16 Jun 2012

Que relação há entre comentários formulados, sem o mínimo escondimento e a notícia em título de caixa alta na edição do “Correio da Manhã” de oito do corrente mês?
Como é possível afirmar-se que o quantitativo da reforma é de 4.400 euros/mês para ao outro dia, após protesto meu junto de um Senhor Subdiretor do citado diário, ser informada a opinião pública de que, afinal de contas, é de 3.687 euros, o “montante líquido”, de acordo com uma informação do Ministério da Defesa Nacional.
Só que o “Diário da República” não sublinha tratar-se de “um montante líquido”. Conclui-se que esse número ter-se-á que sujeitar aos descontos próprios do IRS. Nesse momento de fiscalidade, aquela reforma, com as subtrações conhecidas, passa a 2.544,94 (em 2012 05 18) como anota a minha Caderneta da Caixa Geral de Depósitos, confirmando o meu depoimento que assinalava um número próximo de 2500 euros (anote-se que o primeiro numerário, em 20 de Março de 2009, apresentava-se com o “uniforme” de 2.722,00!)
Perdoem-me os pormenores. Mas urge praticá-los diante da confusão e da espionagem sem competência.
E só mais um aspecto: a minha reforma não é devida aos 23 anos de Capelão-Mor das Forças Armadas; inclui também os anos de serviço docente na Faculdade de Letras do Porto (de 9 de Fevereiro de 1971 aos fins de Setembro de 1989)! E este aspecto foi omitido…
E lá aparecem os comentários soezes: o quê? A vida militar é um paraíso… (com 23 anos de trabalho, obtém-se uma aposentação com aqueles números?!!!!!)
E, se desde 2009, me submeti às normas de qualquer cidadão, não é por benevolência minha que deixei de utilizar um gabinete, um carro permanente de serviço, um telemóvel. É por decisão da ordem justa que essas condições de exercício são postas de lado.
Mas já agora como se entende a seguinte prosa da citada nota do CM em 9 de Junho de 2009, após a referência do “montante” líquido ser de 3687 (até é inexato; o exato é ser de 3.687,25): “neste valor não está a ser considerado qualquer impacto decorrente da fiscalidade associada à respetiva situação pessoal”. Se era ignomínia os 4.400,00, em 8 de Junho… Se, ao outro dia, já era de 3.687, sem a mínima explicação… era humilhante esclarecer que aquela numeração tinha que baixar… mercê do IRS!
Quem não deve… não teme!
Bem razão tinha São Bonifácio, evangelizador da Alemanha no século oitavo, neste seu texto que a Liturgia das Horas nos punha à consideração em 5 do corrente mês: “Não sejamos cães mudos, não sejamos sentinelas silenciosas, não sejamos mercenários que fogem do lobo (…)”, venham os insultos, reluzam as generosidades…!
Esta semana foi “assim” como, a contra gosto, se repete por aí. Mas elogios à alienação ou “condecorações” aos injustiçados, nunca!

P.S. No título fala-se em 4400 euros. No decurso da notícia refere-se o montante de 4424. E não tenho a certeza de ter direito a suplemento de condição militar…




Notícias relacionadas


Scroll Up