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Braga 2012 potencia a Educação Empreendedora

Recentemente, as orientações das instâncias políticas da União Europeia (UE), bem como as manifestações de vontade do poder político em Portugal, assim como as declarações das entidades e agentes do mundo da economia apontaram o empreendedorismo como uma componente essencial e decisiva do desenvolvimento sustentável da sociedade contemporânea. Contudo, a educação para o empreendedorismo não regista ainda um grau de implantação plenamente satisfatório em termos globais no universo da UE.

Narciso Moreira
16 Jun 2012

Face à imperiosa necessidade estratégica de promover o empreendedorismo na UE, as entidades políticas e económicas correspondentes, tanto públicas como particulares, apontam para a necessidade de os sistemas educativos e formativos europeus implantarem e desenvolverem programas extensivos de empreendedorismo na comunidade (Bull. UE, 2003 ; Bull. UE, 2006).
Deste modo, foi com satisfação que verifiquei a inclusão das questões associadas ao Empreendedorismo, de uma forma geral, mas à Educação para o Empreendedorismo, de uma forma mais particular, como um dos pontos essências da Braga 2012: Capital Europeia da Juventude. Maior preponderância ganha este facto se verificarmos o desejo expresso da adoção de programas sustentados de promoção de competências empreendedoras, evidente nos documentos, não apenas durante o ano de 2012, mas, sobretudo, proporcionando que este ano seja de definição e construção de alicerces firmes para a sua sustentabilidade e consequente continuidade.
No sentido de estruturar este caminho, foram desenvolvidas algumas ações (definidas com o apoio da Betweien, empresa especializada na conceção, implementação e implantação de programas de educação para o empreendedorismo), no sentido de trabalhar para a construção de uma cultura empreendedora nos cidadãos de forma geral, mas com um enfoque especial na escola. Neste sentido, identificou-
-se, de imediato, a necessidade de uma aproximação entre as escolas e as empresas, como um aspeto essencial do trabalho que deveria de ser realizado durante o ano de 2012, mais concretamente no decorrer do primeiro semestre. Este trabalho (refletido, por exemplo, no Projeto Multidisciplinar inserido na Braga 2012), que inclui, mormente, a implementação de um programa que permitiu aos alunos do ensino secundário a possibilidade de apresentaram propostas sistematizadas de melhoria ou inovação junto de empresas já estabelecidas, foi um passo para a profícua relação entre os diferentes agentes e entidades.
Com este envolvimento e aproximação da escola ao meio, pretende-se que a mesma desenvolva e incuta na sua comunidade uma cultura empreendedora, tanto junto dos estudantes, como junto dos professores, funcionários, responsáveis pedagógicos, etc. para que sejam eles próprios empreendedores e/ou desenvolvam uma atitude empreendedora na sua vida intra e extraescolar. Neste sentido, poderá também ser a própria escola a tornar-se empreendedora, quer nos valores do seu projeto educativo, quer no processo de ensino-aprendizagem. Não se pretende com isto que a escola perca o seu caráter ou missões intrínsecas, apenas uma adequação para que as competências de caráter transversal (que têm correlação com a atitude empreendedora) possam ser promovidas de forma sustentável e com visão de longo prazo.
É neste sentido que a Braga 2012 está a traçar o caminho da sua intervenção, procurando que, a longo prazo, as diretrizes que agora estão explícitas na sua intervenção sejam continuadas pelas escolas com um propósito: a sociedade local e nacional possa beneficiar das competências que agora estão a ser estimuladas nas crianças e nos jovens, estimulando a inovação e empreendedorismo.
Retomo novamente, como mero exemplo, o Projeto Multidisciplinar que decorreu no primeiro semestre de 2012 que, inserido num projeto global de promoção das competências empreendedoras para toda a comunidade (desempregados, associações, indústrias criativas, idosos, crianças, etc.), significou uma intervenção diferenciada junto das escolas, criando ligação, provocando casamentos entre as escolas e as empresas.
Neste sentido, as escolas identificaram grupos de alunos, turmas, que conheceram num novo contexto e tiveram a oportunidade de apresentar propostas perante um cenário real, com feedback das empresas, consubstanciado pela experiência e a necessária abordagem ao mercado. O conhecimento destas empresas, foi, por si só, uma oportunidade para estes alunos e coloca-los a trabalhar sobre elas, representou um momento significativo deste processo, que a Braga 2012 despoletou e que agora poderá ser continuado, com apoio especializado e com a força que estas entidades (escolas e empresas) demonstraram no decorrer do projeto.




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