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A recuperação dos verdadeiros valores humanos (12)

A sensibilidade, o entusiasmo e a energia são uma parte vital da lei da atitude. Ela é o grande segredo de saber falar, escrever, cantar, negociar, ensinar ou desempenhar qualquer profissão. As nossas atitudes incluem a maneira como encaramos as coisas, como as sentimos e como estamos a agir perante elas.

Artur Gonçalves Fernandes
14 Jun 2012

Daí que o fator determinante na comunicação efetiva seja a convicção própria. Quem está seguro do que fala ou faz e o concretiza com convicção tem êxito garantido na sua profissão. A voz autorizada que penetra diretamente no coração de todos os seus ouvintes é a do homem que sabe perfeitamente aquilo em que acredita. As suas afirmações não podem ser negadas ou contestadas, simplesmente porque dimanam diretamente do seu espírito. A forma não interessa. As suas frases até podem conter alguns erros gramaticais; pode pronunciar mal as palavras; as suas metáforas podem não ser brilhantes. No entanto, será ouvido com atenção extasiada porque ele acredita sinceramente no que diz e no que faz com total coerência.
John Ruskin afirmou: “A diferença nobilitante entre um homem e outro é a de um sentir mais que o outro”. Quando falamos ou atua-
mos, nós sentimos sempre um certo aperto dentro de nós quando qualquer coisa está errada, desadequada ou fora das nossas verdadeiras convicções racionais. Pelo contrário, quando fluímos de acordo com as nossas convicções, sentimo-nos realizados, em paz connosco próprios e, enfim, felizes.
Todas as grandes descobertas e invenções são conseguidas por homens cuja sensibilidade científica ou propensão para a pesquisa é ainda maior que o seu intelecto, se este agir sozinho ou independente daquela. É pela forte sensibilidade para a descoberta que o génio entra e se desenvolve nos grandes homens da História. Muitas vezes, nos problemas realmente fundamentais da vida humana, é preferível deixar a decisão final para os sentimentos racionalmente dirigidos. Atualmente, a sinceridade é uma qualidade quase esquecida e até, em muitos casos, criticada e vilipendiada. Ela deve, pois, brotar de convicções profundas, esclarecidas e inteligentes. Ela é um fogo que queima, um martelo que derruba barreiras espinhosas, uma espada que trespassa as serpentes venenosas que se nos atravessam no caminho. Torna-se num entusiasmo contagioso ou contagiante que convence e leva os verdadeiros homens a atuar. O mundo espera, não tanto para nos ouvir, como para nos sentir verdadeiramente. Só os corações podem falar a outros corações, ou seja, é pela linguagem do coração que os homens escutam o que nós próprios sentimos.  Sendo a mente uma só, ela tem duas funções ou caraterísticas: a consciente e a subconsciente.
Todos sabem que é a mente consciente (racional, analítica, objetiva, criativa e seletiva) que exerce o poder criador através do pensamento, da palavra, das ideias, das imagens, da meditação, do pedido, da oração, do desejo, da crença, do hábito e dos sentimentos. Por isso, se quisermos mudar a vida, temos que mudar os padrões mentais. Pelo contrário, se pretendermos continuar a pensar como sempre pensámos, tudo vai continuar a acontecer como sempre vem acontecendo. Tanto num caso como noutro, é a mente subconsciente (subjetiva, impessoal, não seletiva e não analítica) que cumpre as ordens que recebe da mente consciente. Tudo o que a mente consciente aceita como verdadeiro a mente subconsciente executa. Muita gente busca poder no mundo exterior, quando, na verdade, ele está dentro, no interior de cada um de nós.
Foi neste contexto que William James afirmou: “O poder de mover o mundo está no subconsciente”. Por seu turno, Confúcio foi claro ao dizer que: “O homem superior busca em si mesmo o que quer, enquanto o homem inferior busca nos demais”.




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