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Outro Ponto de vista

Passado um ano da vitória eleitoral que permitiu que uma nova maioria, mais esclarecida, fosse escolhida pelo povo português, republico, com algumas nuances, uma crónica que versa sobre um dos flagelos mais imorais que temos quotidianamente de viver – o desemprego.

Acácio de Brito
8 Jun 2012

Um dos encantos de quem tem da política uma visão mais romântica é a constatação de que atitudes recentes mostram que este povo sabe destrinçar entre o trigo e o joio, apesar de poder  parecer, em muitos dos seus aspectos, que continua na “idade da pedra”.
Perante um momento de crise, ou vivência habitual da costumeira crise, os poderes, com a insensibilidade de quem tem da vida quotidiana uma visão torpe, foram posicionados no seu devido lugar. Nem todos. Alguns, mormente na Educação, ainda só fazem o que sabem: asneiras. Outros, a bradar, mas na oposição!
Todavia, neste momento de uma nova maioria esclarecida, deixo uma proposta de reflexão e de atenção reativa:
Ao flagelo do desemprego, com índices indecorosos que nos envergonham, propunham os ditos, pertença do escol, o milagre de mais intervenção governamental, esquecendo-se estes mestres do engano, do básico, que tem de ser no âmbito de melhor educação e ensino e na iniciativa privada que as soluções têm de ser buscadas.
A criação de riqueza dos povos e nações só pode ser achada no aumento da intervenção de cada um, numa economia de mercado, regulada com órgãos de supervisão responsáveis. A sociedade encontra depois formas de redistribuição. Esse deve ser o paradigma! E essa foi a escolha, também, julgamos nós, do povo português, no silêncio das cabines de voto. Só podemos ser solidários se formos capazes de construir, de investir, de arriscar e empreender.
Ao Estado ou, na sua dimensão instrumental, ao Governo, devem ser atribuídas competências mínimas, pois normalmente faz muitas coisas de forma menos adequada.
Sabemos que, em alturas de sofrimento e angústia como aquelas que muitos de nós estão a viver, a apresentação de propostas de ruptura paradigmática são custosamente consideradas. É melodia mais encantante ouvir alguns anunciar que tudo dão.
Não obstante, não sabemos onde vão buscar os recursos. Aliás, infelizmente, todos os dias temos oportunidade de o saber, com o estado de bancarrota que nos deixaram.
Precisamos de ser solidários com quem precisa, mas não nos devemos deixar enganar! Aos que nos prometeram o paraíso na terra devemos interpelá-los com uma questão simples: por que será que as vossas soluções foram tão terríficas onde foram aplicadas?
E, já agora, uma última questão: quantas empresas, empregos ou riqueza as ditas vozes salvadoras criaram?
NENHUMA.
O tempo é de trabalho para que possamos, ainda, ter tempo para sermos solidários com quem precisa.
E a aposta tem de ser na Escola, exigente e competente, enquanto organização possibilitante da mobilidade social.
Não obstante, causa-nos estranheza o facto de alguns, pela sua visão incompetente, burocrática e “sempre com quem manda”, ainda condicionarem o desenvolvimento necessário.
Uma boa vassourada em alguns serviços, nomeadamente ligados à Educação, é tarefa, também, que nos pode permitir perceber as razões da crise e do nosso atraso endémico.




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