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A recuperação dos verdadeiros valores humanos (11)

Nesta síntese das leis naturais, tem também um lugar privilegiado a lei da atitude de cada pessoa, a qual, e em resumo, podemos definir como a nossa maneira de atuar e de encarar a vida. Tudo na vida depende da nossa atitude, quer para o bem, quer para o mal.

Artur Gonçalves Fernandes
7 Jun 2012

A felicidade não depende da plêiade de fenómenos que acontecem à nossa volta, mas sim das atitudes como os encaramos e selecionamos. São as nossas atitudes que controlam os nossos movimentos, as nossas decisões e toda a nossa vida. São elas que criam, dentro de nós e à nossa volta, um clima que nos acompanha no dia a dia. Daí afirmar-se que certa pessoa tem uma atitude agradável, afe-tuosa ou amistosa.
A disposição interior, mais que outra coisa, pode dar a perspetiva adequada e a faculdade para resolver qualquer situação. E assim, nós devemos esforçar-nos por solidificar uma atitude confiante, enérgica, positiva e entusiástica. Sabemos que manter pensamentos positivos requer vigilância constante e desenvolvimento do caráter por meio de um estudo correto, racional, adequado à natureza humana e também por uma experiência devidamente selecionada, coerente e consentânea com os princípios ético-morais. Viktor Frankl, prisioneiro durante seis anos, afirmou: “Pode-se tirar tudo a um homem, exceto uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher a nossa própria atitude em qualquer conjunto de circunstâncias”.
A tendência dominante atual é para ajudar a criar uma imagem negativa e deformada do ser humano. Todos os dias nos arrepiamos ao ler e ouvir falar de guerras, de genocídios, de tráfico de crianças e até de adultos, de corrupção, de branqueamentos de capitais, de lavagem de dinheiro, de assaltos, de violência, de assassinatos gratuitos, de desordem social e, numa palavra, da degeneração dos nossos melhores valores humanos. A exposição constante a essas notícias negativas e aberrantes não pode ter senão uma influência prejudicial e agressiva sobre a nossa geração. Por isso, devemos ser duplamente cuidadosos com a nossa atitude e não nos deixarmos arrastar para um nível tão baixo e degradante. A nossa atitude é o nosso bem mais importante.
Havia dois homens sócios da mesma empresa que, depois de um grande sucesso, veio a cair a pique até mergulhar na bancarrota. Um deles suicidou-se, enquanto o outro se limitava a sorrir e, servindo-se da sua ruína como degrau negativo, levantou cabeça e conseguiu atingir um sucesso maior e mais ambicioso de que da primeira vez. As provações e os fracassos da vida devem servir-nos para nos fortalecer e não para nos quebrar. Dos fracos e dos pusilânimes não reza a História.
Não é o que nos acontece diariamente, mas é a nossa reação mental que nos leva ao êxito e à felicidade ou, ao invés, ao insucesso e à infelicidade. Muitas vezes, não podemos escolher as coisas que nos acontecem; porém, podemos escolher a atitude a tomar perante as coisas que nos acontecem. Não há nada mais fácil do que censurar. Não é preciso talento, grande inteligência, abnegação ou caráter para nos tornarmos críticos de profissão. Mas os que são movidos pelo desejo real de fazer bem têm pouco vagar para críticas e queixumes. Algumas pessoas estão sempre a resmungar; nunca estão bem dispostas e não se veem a ser prestáveis aos outros. Outras, porém, são felizes em qualquer parte do mundo, vendo sempre a Beleza e o Bem que nos rodeia, prosternando o mal e a inveja.
A atitude normal de uma pessoa é a sua disposição mental e moral que pode e deve ser treinada e exercitada como qualquer outra coisa. Começa logo quando acordamos. O dia deve iniciar-se sempre com um sorriso e não com uma careta. Cada um de nós deve encarar os desafios de cada novo dia, cheio de múltiplas tarefas, com estas sábias e prudentes palavras que alguém proferiu: “Deixa-me fazer hoje todo o bem que puder, não o adiar nem esquecer, porque não volto a passar por este caminho”.




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