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Seleção nacional

Se representar a seleção nacional devia ser um orgulho, a verdade é que é uma obrigação! Se Miguel Lopes, que representou o Sporting de Braga, se mostrou orgulhoso por ser convocado, outros houve que renunciaram, ou pediram escusa (onde infelizmente incluímos o “nosso Tiago”).

Jaime Lima Leite
1 Jun 2012

É evidente que de nada adiantaria convocar um jogador contrariado; mas também é verdade que os regulamentos disciplinares preveem sanções para quem não compareça, sendo convocado. Também é verdade que mesmo sem pedir escusa ou renunciar à seleção, é fácil, em Portugal, conseguir não ser convocado e por conseguinte não ser obrigado a fazer parte da seleção: basta fazer o que fizeram Bosingwa ou Ricardo Carvalho, que, ao que se sabe, por motivos disciplinares, foram excluídos das convocatórias pelo selecionador. Mas foi-lhes instaurado algum processo disciplinar?
E, assim, se vai enfraquecendo a que devia ser a seleção de todos os portugueses. Para além disso, outros interesses subjazem nas convocatórias, nomeadamente os interesses de dirigentes, clubes e empresários. Daí que, tendo nós tão bons treinadores, por vezes é (foi) aconselhável um selecionador estrangeiro.
“O nosso” Braga acabou, com a maior naturalidade do mundo, por ver três jogadores convocados, com Hugo Viana a juntar-se a Miguel Lopes e Custódio, mas o que mais mereceria a convocatória ficou de fora na primeira escolha: não é apenas “o braguista” que o diz, mas Hugo Viana é o jogador que melhor colocará a bola à distância para explorar a rapidez do Nani e do Cristiano Ronaldo.
Para que não se diga que volta a falar a costela “braguista”, vamos admitir que Quim não faz falta à seleção. Convenhamos que se Rui Patrício não tiver qualquer contratempo, poderá desempenhar cabalmente as funções de guarda-redes.
Na defesa, num campeonato tão competitivo e musculado (em fim de época…) os laterais jogam mal de cabeça (defendem mal) e só temos dois centrais de qualidade (Bruno Alves e Pepe) ainda por cima ambos muito propícios ao cartão amarelo… E se são expulsos?… Se tivéssemos outro central de qualidade, poderia Pepe fazer de trinco. Raúl Meireles tem sido utilizado mais no auxílio aos avançados e tem tido atuações muito irregulares. Talvez, por isso, a chamada de Custódio! João Moutinho é o único médio, que, se mantiver a forma, será preponderante. Os outros são jogadores medianos.
No ataque é maior ainda o problema, pois é aí que se decidem os jogos: não temos um avançado centro de qualidade. Pena que Nelson Oliveira não tenha tido a oportunidade de rodar e jogar mais vezes. A praga de estrangeiros a isso obrigou!
Se a todas estas objeções acrescentarmos o valor dos adversários que nos couberam em sorte, será difícil ganharmos um só jogo que seja. Se até com a Dinamarca, teoricamente a equipa mais fraca, temos tido dificuldades em vencer!
Embora não seja proibido sonhar, estou pessimista. Mas não sou só eu que estou pessimista. Se o selecionador estivesse otimista, teria pedido (exigido) para renovar o contrato nesta altura?
Saudações desportivas. Ah, e que eu esteja rotundamente enganado!




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