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Para abrir, renovar e arejar o PS/Braga!

A Secção de Braga do Partido Socialista escolhe, no próximo sábado (2 de junho, 11h00/22h00), entre duas listas e igual número de moções, aqueles que vão ser os seus próximos dirigentes e aquelas que vão ser as suas propostas políticas para os próximos tempos.

Maria do Céu Sousa Fernandes
30 Mai 2012

A “Lista B”, liderada por António Braga, apresenta-se equilibrada, renovando o Partido, com alguns históricos e muitos jovens, gente que, de forma geral, não está a tempo inteiro na política.
Integra autarcas de freguesia, nomeadamente um presidente de Junta nos primeiros cinco lugares, membros da Assembleia Municipal, bem como elementos com uma atividade e participação cívica diversificada nos diferentes movimentos e estruturas associativas e cívicas da sociedade bracarense.
Por sua vez, a “Lista A”, liderada por Vítor Sousa/Hugo Pires (nós já demonstrámos que, em política, 2 + 2 não são 4, às vezes são 3, 2 ou até menos), é composta substancialmente por elementos que estão a tempo inteiro na política, nomeadamente na Câmara Municipal de Braga.
Alguns dos que vão nos lugares cimeiros dessa lista são, inclusive, aposentados que conti-
nuam a exercer funções executivas na administração das empresas municipais.
Os jovens que surgem nessa “Lista A” são, quase todos, assessores destes políticos. Nota–se, também, a presença de famílias inteiras que, nos últimos anos, têm dominado os órgãos concelhios do Partido.
Numa altura em que quem está no poder, de forma geral, perde as eleições, facilmente se percebe que esta lista vai sair derrotada das eleições no interior do partido.
Mas se, por qualquer motivo menos perceptivo, ganhasse e se candidatasse à Câmara Municipal de Braga, com um eleitorado muito mais amplo a decidir, com certeza entregaria a presidência do Executivo à coligação de Direita.
Se, por acaso, a “Lista A” ganhasse as eleições de sábado, facilmente se vislumbra que os três primeiros elementos seriam os seus primeiros candidatos à Câmara Municipal. Vítor Sousa, candidato a presidente, Hugo Pires e Catarina Mesquita Machado, candidatos a vereadores.
Analisando com maior pormenor essa lista, os potenciais candidatos a vereadores que se lhes juntariam, levando em consideração a sua experiência ou a sua ascensão política e familiar dentro do referido movimento, seriam Pedro Sousa, António Ramalho, Paula Enes ou um dos irmãos Corais.
Havendo incerteza se Nuno Alpoim regressaria a vereador ou se lideraria, novamente, uma empresa municipal (?!), temos dúvidas que este queira regressar a um lugar onde já foi feliz e saiu em grande guerra com Vítor Sousa, sendo saneado do lugar de vice-presidente, que foi forçado a ceder ao cabeça da lista que hoje integra.
Sempre estivemos convencidos que a Candidatura de Vítor Sousa/Hugo Pires teria 40% de elementos de cada um deles e 20% cooptados ou introduzidos por forças influentes na dita aliança.
E também nos parece que será do poder de um ou dois vereadores, já referidos anteriormente, que dependerá o rumo da Câmara Municipal e a influência dos poderes fácticos. É claro que tudo isto só aconteceria se um milagre lhes desse a vitória nas eleições autárquicas de 2013.
A luta pelo equilíbrio entre as facções e famílias que compõem a candidatura da “Lista A” foi de tal ordem que os presidentes de Junta e os autarcas de freguesia, que dizem querer acarinhar e apoiar no futuro, considerando que no presente tal não se vislumbra no concreto, desapareceram completamente, sendo colocados vários dos autarcas nos últimos lugares e a suplentes.
No fundo, serviram somente para enfeitar a lista, pois viram agora gorada qualquer perspetiva de exercício de poder e de verdadeira influência.
Consideramos estranho ouvir falar dos autarcas de freguesia e da necessária preocupação com as juntas quando, de facto, o objetivo é apenas caçar os votos dos militantes que vivem nessas freguesias. Mas real poder e protagonismo para os autarcas das juntas, nada!!!
Na votação de sábado (2 de junho), só há uma forma de escapar ao fatalismo exposto neste texto: é votar na “Lista B”, liderada por António Braga. Só assim será possível abrir, renovar e arejar o PS/Braga, bem como preparar uma candidatura vencedora à Câmara Municipal de Braga em 2013.




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