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Onde Marine Le Pen obteve os melhores resultados

1 – Marine Le Pen obteve quase 6 milhões e meio de votosEm 16 de maio último tive oportunidade de publicar, aqui no DM, um texto comentando o resultado final das eleições presidenciais na França. Nele, porém, mal tive espaço para falar de Marine Le Pen, a líder da Frente Nacional (partido nacionalista moderado), a qual ficou em 3.º lugar com uns bem razoáveis e impactantes 18% dos votos.

Eduardo Tomás Alves
28 Mai 2012

E cuja recomendação de abstenção em relação ao voto em Sarkozy ou Hollande, na 2.ª volta, sentenciou a derrota do primeiro. E Sarkozy avisou que, se tal acontecesse, “se retiraria da vida política”. Mas aposto que não vai cumprir. Quanto a Marine, ela obteve cerca de 6 milhões e quatrocentos mil votos (6.397.778). E se não fosse o voto hostil das ainda colónias francesas (Guiana, Martinica, Nova Caledónia, Guadalupe, Polinésia, Mayotte, Reunião, etc.), a sua votação teria rondado os 20% ou mais. Mesmo assim, ela obteve bem mais que 18% em muitos departamentos, cidades e províncias (“regiões”). E é desses resultados que queria aqui dar conta. E não me foi mesmo nada fácil comprar aqui em Portugal algum jornal francês (no caso, o Le Monde) que trouxesse esses resultados em detalhe.
2 – Marine ficou em 2.º lugar em 3 grandes províncias
Foi na Córsega, na Alsácia e na Provença-Alpes-Côte d’Azur que Marine Le Pen ficou à frente de Hollande (mas não de Sarkozy), alcançando aí o 2.º lugar e não apenas o 3.º. Na grande ilha da Córsega, Marine obteve um total de 24,38% dos votos. Cidades importantes da Córsega, tais como Ajaccio (27,28%) ou Bastia (25,32%) ainda lhe deram melhores resultados.
Na imensa região chamada Provença-Alpes-Côte d’Azur, Le Pen ficou pois em 2.º, com 23,87%. E com bons  resultados, em cidades médias ou grandes, tais como Nice (23%), Marselha (21%), Cannes (22%), Arles (25%), Menton (26%), Toulon (23%), Carpentras (29%), Vitrolles (27%), Orange (30%), Cavaillon (31%), St. Raphaël (22%), Fréjus (27%), Avignon (21%), Salon (24%) ou Antibes (20%).
Na antiga província (região) da Alsácia, o 2.º lugar também foi de Marine Le Pen, com um geral de 22,12% (obtendo 21,62% na cidade fronteiriça de Haguenau).

3 – Acima dos 20% em outras 6 grandes províncias
Sem alcançar aí o 2.º lugar, Marine Le Pen alcançou votações – recorde nas “regiões” da Lorena (23,66%); do Languedoc-Roussillon (23,45%); da Picardia (25,03%); do Franco-Condado  (Franche-Comté, com 21,29%); do Norte e Pas de Calais (23,29%); e da Alta Normandia (20,15%). Em muitas cidades destas regiões teve bons resultados. Assim, em Carcassonne teve 23%, em Narbonne 22%, em Nîmes 21%, em Béziers 26%, em Sète 24% e em Perpignan 22%. Em Toul 24% e em Verdun 20%. Em Calais 26%, em Tourcoing e em Boulogne s. Mer 21%, em Dunkerque 23%, em Douai e em Cambrai 20%. Em Soissons 22%, em Laon 21%, em Abbeville 23% e em St. Quentin 22%.

4 – E se Strauss-Kahn tivesse podido concorrer?
Não fossem os escândalos, verdadeiros ou não, em que Strauss-Kahn apareceu de repente implicado (ao ponto de ser preso na América), e teríamos três fortes candidatos do sistema (ainda por cima possivelmente os três, judeus…) a batalhar pelo voto “democrático”. E todos eles contra uma única pura donzela, uma nova  Joana d’Arc, no cada vez mais pujante campo do nacionalismo democrático. Marine Le Pen estaria em condições de repetir, e até de melhorar, o feito de seu pai há cinco anos, ao ficar em 2.º e apurar-se para a 2.ª volta. Estas lutas secretas das Maçonarias raramente chegam ao grande público ou, se chegam, é apenas décadas depois. Como se alguma vez se soubesse tudo, também, sobre as biografias sentimentais de Sarkozy ou de Hollande…

5 – Sarkozy, Balkany, Fabius, Moskovici, Pasqua…
Pasqua tem nome de italiano mas tem uma carreira bastante positiva. Até certo ponto, Sarkozy (filho de israelitas da Hungria), também. Os outros acima mencionados também são afetos à mesma religião. E eu pergunto-me, muitos franceses também se perguntam, que raio de país é aquele em que, para ser alguém na grande política, tem de se ser filho ou neto de estrangeiros, de preferência de nações hostis? É claro que há influência da Maçonaria irregular, do Grande Oriente. E parece também óbvio que a França, desde 1945, tem sido colonizada pelo Magrebe (5 milhões) e pela própria África Negra. Antes de 1939, os judeus eram 100 mil, hoje passam de 1 milhão. Se nada for feito, dentro de 50 anos vai deixar de haver verdadeiros franceses.

6 – Em Junho, a Frente Nacional pode até não eleger um único deputado
Eleições como se fazem na França, EUA ou Reino Unido, por círculos, em que só é eleito o vencedor de cada círculo, falseiam totalmente o espírito democrático, com prejuízo óbvio para os ditos “pequenos” partidos. É que para se ser eleito deputado é preciso ser o 1.º (nunca o 2.º ou 3.º) no dito círculo, é preciso ter 40% ou mais. É pois desta forma “leal” e “pluralista” que a Democracia se defende dos seus críticos.




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