Fotografia:
Erros nacionais

É próprio do homem errar!… diz um acertado e muito antigo provérbio popular conhecido de toda a gente.

N/D
14 Abr 2005

Será, talvez, por essa razão que o homem, ao realizar qualquer acto, procura agir da forma mais acertada e errar o menos possível.

Contudo, apesar de todos os esforços, torna-se inevitável o cometimento de faltas.
Os erros humanos tanto podem ser cometidos individualmente, como pelo homem associado em grupo.

Há, ainda, erros colectivos de âmbito nacional.

– Veja-se o que se passou com a recente onda descontrolada de africanos e de orientais que chegaram ao nosso país.

Na altura, surgiram duas opiniões.

Havia quem opinasse que se devia acautelar a onda maciça de imigrantes, por o país não ter condições mínimas de alojamento e de incorporação na sociedade.

Por outro lado, contrariando esta posição, vários partidos insistiram na permissividade e até houve quem fosse para a fronteira fazer greve de fome, em prol do ingresso destes imigrantes.

Passaram-se anos.

Hoje, já todos se aperceberam que, a par de um ou outro benefiício, a abertura ilimitada das fronteiras trouxe problemas de alojamento, de incorporação, de desemprego, de mão de obra barata, de ordem pública, de pobreza, de saúde, com o reaparecimento da tuberculose, de doenças infantis, etc. etc.

Portugal regrediu.

A única conclusão a tirar é que governar com o coração é fácil; com a inteligência é difícil.

Mas, há mais…

– Ouvimos dizer, todos os dias, que os nossos empregados não possuem habilitações, nem têm preparação suficiente para desempenhar a profissão e que, comparados com os imigrantes que chegam do oriente, ficam muito aquém destes.

Como explicar o fenómeno, se no país nunca houve tanta licenciatura?…

– A explicação está em que se cometeu o tremendo erro nacional de abolir o ensino técnico e, porque toda a estudantada foi para a Universidade à procura do doutoramento, neste momento, a maioria dos formados está com o canudo na mão, sem qualquer espécie de emprego.

– A maior parte do peixe que consumimos é espanhol e muito dele é pescado na nossa costa.

Porquê?…

Porque, em vez de se investir na melhoria das embarcações, desmantelamos a nossa frota artesanal, a troco de dez reis de mel coado, e não houve o cuidado de preservar a nossa zona atlântica.

– Com a agricultura, passou-se o mesmo fenómeno.

É certo que, à parte alguns malabarismos, se investiu bastante, com dinheiros da CEE, na produção.

Mas, o mesmo não foi feito na transação comercial e a superabundância dos produtos armazenados, em determinadas épocas, ocasionou prejuízos de monta.

A batata apodrecia na origem, enquanto faltava nos grandes centros; ao litoral, chegavam primeiro as cerejas espanholas do que as cultivadas no interior; os poucos intermediários que havia a transaccionar no mercado tinham mais lucro numa viagem de comércio, que o produtor no ano inteiro.

Estes e outros casos foram erros governativos fatais, que prejudicaram o progresso e modernização do país.

– Em resumo, Portugal não soube aproveitar os subsídios que, durante tantos anos chegaram da CEE e, agora, os resultados estão à vista.




Notícias relacionadas


Scroll Up