Fotografia:
E o filme repete-se…

Passado o alvoroço legislativo, começa a notar-se o promíscuo e frutífero trabalho realizado pelo regime vigente nesta já milenar e “habituada” cidade de Braga.

N/D
14 Abr 2005

Trabalho este, no sentido de persuadir vários Presidentes de Junta de Freguesia com indicações políticas contrárias, impostas pelos eleitores nas últimas eleições autárquicas. É óbvio de que aqui falo das pressupostas pressões exercidas pelos responsáveis da Câmara Bracarense sobre os Presidentes de Junta de Freguesia eleitos pela coligação “Juntos por Braga”. O objectivo da presuntiva persuasão passa por convencer os autarcas a mudarem as suas listas e a candidatarem-se seja pelo PS, ou pelo menos “independentes”(???). Esta mudança parece-me no entanto uma traição a dois níveis: quer aos partidos que ajudaram os autarcas a serem eleitos quer aos eleitores que foram votar para legitimar o trabalho destes mesmos autarcas. Percorrendo o historial autárquico ao nível das Freguesias do Concelho de Braga deparamos com algo que não é inédito, ou seja, já no passado se verificou a estranha mudança de Presidentes de Junta de Freguesia em favor do mesmo poder feudal existente já na altura na Câmara Municipal, casos de verdadeiros autarcas camaleões. Será que os eleitores e as Freguesias lucraram com essas mudanças? Será que estes autarcas passaram a ter mais poder junto da Câmara? Tal facto leva-nos às pertinentes interrogações — “Porque será que isto acontece?.”, “Porque será que a mudança é sempre para o mesmo lado?” Apenas se consegue concluir que, sendo as Juntas de Freguesia uma forte ba-se de apoio e suporte ao assalto à Câmara Municipal e tendo o PS perdido muitas Juntas, parece-lhes obrigatória essa mudança ao nível das Freguesias Concelhias. A tentativa desta verosímil persuasão passa muitas vezes por promessas de no futuro ser facilitado o trabalho dos autarcas, pela oferta do que já deveriam ter dado e do que serão “obrigados” a dar em favor das freguesias. Para terminar quero alertar os Bracarenses, principalmente os mais alheios à vida citadina, para o perigo de continuarmos este gasto e patético regime, onde os interesses de pequenos grupos “seleccionados” se sobrepõem aos interesses de toda a sociedade.




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