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Pela Imprensa Estrangeira

A 3 de Abril tudo ficou em aberto. Vaira Freiberg, a Presidente da Letónia, irá à Rússia a 8 de Maio, mesmo que Putin não peça perdão.

N/D
10 Abr 2005

Entretanto morreu “o menino da Polónia que se tornou bispo de Roma” (“La Croix” de 4 de Abril). Este homem conheceu os horrores dos nazis e os novos horrores impostos por José Estaline.

O Papa estava pronto a pedir perdão pelos horrores que outros cometeram. O seu inconsciente, ainda criança, foi carregado com demasiados “Tsunamis”: nascimento dea uma irmã morta, morte da mãe, morte do irmão, morte do pai, etc., etc. Mas daí recebeu a força para difundir o amor e liberdade entre os homens.

Enfim, pode ser que Putin peça perdão. Não creio. Putin está a acompanhar com mais cuidado os ventos da mudança. No Quirguistão tudo vai serenando. O “Herald Tribune” de 4 de Abril diza: “Akayev declarou que resignava como chefe do Quirguistão”.

O mesmo podia ler-se no “Le Monde” de 5 de Abril, bem como no “El País”. E no “Herald Tribune” de 5 de Abril já se lia: “O Presidente do Quirguistão resigna, abrindo caminho para eleições”.

Pela União Europeia, os tempos não são de grande euforia. Os problemas são muitos, numa altura em que estamos cada vez mais próximos do referendum de 29 de Maio, em França.

No “Le Monde” de 6 de Abril diz-se: “A Comissão de Bruxelas revê a sua previsão para 2005. O desemprego não recuará. Novas sondagens a favor do «não»”.

A ONU, seus actuais desafios e reforma dos estatutos. A 29 de Março, no “La Croix”, escrevia Irene Frat: “Kofi Annan em dificuldades por causa de seu filho.

O Secretário-Geral das Nações Unidas deu prova de falta de atenção em relação ao comportamento do filho Kojo?”. A 30 de Março lia-se no “La Vanguardia”: “Kofi enganado pelo seu filho, segundo a investigação dos contratos da ONU. A Comissão Volker iliba de culpa o Secretário-Geral, mas critica-o por ele não ter feito o que devia”.

Quanto ao Congo, lia-se no “Le Monde Hebdomodaire” de 2 de Abril: “As Nações Unidas jogam a sua credibilidade no Leste do Congo.

Os soldados da paz, que fazem face, em Ituri, a sete grupos armados, cujos confrontos já fizeram 60.000 mortos, parecem impotentes enquanto que se encontram empenhados numa escalada militar.

Por outro lado, estão postos em causa nos piores assuntos relacionados com os bons costumes. Os refugiados contam o pior”. Entre este pior, contam-se pilhagens e abusos sexuais de toda a espécie.

Também o problema dos crimes de Darfur, no Sudão, está a encontrar uma solução. Assim, a 2 de Abril, podia ler-se no “El País”: “O Conselho de Segurança leva crimes de Darfur a Haya. Os Estados Unidos não se opõem, muito embora não reconheçam a legitimidade do Tribunal”.

Ainda quanto a Darfur, podia ler-se no dia 6 de Abril, também no “El País”: “A ONU publica uma lista de 51 suspeitos de crimes em Darfur. Haya investiga as atrocidades no Sudão”.

Enquanto deixamos um pouco de lado a ONU, vamos ver como caminham os nossos vizinhos espanhóis. Aliás, não podemos perder o TGV.

Zapatero, além de ir tentando equilibrar as suas nacionalidades, não deixa no plano externo, de ir ganhando terreno.

É interessante tê-lo visto junto com Chirac e Schroeder, estendendo a mão a Putin, aquando da sua passagem por Paris. Lá levou a água ao seu moinho com o referendum espanhol à Constituição Europeia e foi logo dar a sua coragem aos franceses (cuja reacção iremos ver).

A América Latina poderá ser um apoio ao desenvolvimento de Espanha, que, por sua vez, pode contribuir para o seu próprio desenvolvimento.

A este propósito é de salientar o encontro com Hugo Chávez: “A Repsol associa-se à petrolífera venezuelana, enquanto que Espanha vende barcos e aviões àquele país (“La Vanguardia” de 30 de Março).

É curioso que depois de ter escrito isto, deitei-me e adormeci. E sonhei: Portugal está a construir barcos nos seus estaleiros para vender a Angola, em troca de petróleo!

Sonhei? Ou pode ser realidade? Assim seja.

Zapatero acredita que o desenvolvimento do seu país passa pelo diálogo com a Igreja. “Zapatero e o presidente dos bispos abrem um diálogo fluido e construtivo.

O presidente do governo e o presidente da conferência episcopal, Ricardo Blázquez, acordam as bases para recuperar a situação de conflitos entre o Executivo e a Igreja e obter, assim, um “futuro entendimento”.

Um comunicado conjunto, redigido no fim do encontro de duas horas, celebrado na Monchoa, especifica essa vontade de entendimento com o anuncio da criação de comissões mistas destinadas a estudar os temas em conflito, começando pela futura Lei Orgânica da Educação, especificamente aulas de religião e financiamento da Igreja”. (“El País” de 6 de Abril)

Também no “Herald Tribune” de 6 de Abril se podia ler: “Zapatero encontrou-se com o presidente da conferência episcopal, numa tentativa de implementar as relações entre a Igreja e o Estado, depois de meses de tensão”.

E a situação do Iraque também parece continuar a encontrar um bom caminho. “O sunita Hasani, eleito Presidente do Parlamento iraquiano. O novo chefe de Governo será assistido por um vice-presidente chiita e outro curdo (…)” (“Faro de Vigo” de 4 de Abril)

E o “El País” de 7 de Abril ia mais longe:” Um curdo é o presidente do Iraque pela primeira vez na história.

O parlamento do Iraque elegeu ontem o presidente do país, o curdo Yalal Talabani, veterano líder da oposição e incansável inimigo de Sadam Hussein (…) A sua nomeação foi possível graças a um acordo entre chiitas e curdos”.

Pelo que vimos lendo e escrevendo acerca dos curdos, da Turquia/Europa e da Turquia/Iraque (e não só) parece que estes homens estão a encontrar o bom caminho. E que Deus os ajude.

Deste modo, os países da coligação podem ir anunciando a retirada das suas tropas daquele país. Foi o que aconteceu com a Bulgária, Itália e Ucrânia (“Le Monde” de 2 de Abril).

Bom, crente ou não crente, não é difícil verificar que acredito, há um acontecimento que vimos tocando muito ao de leve. É a morte (morte?). Não, a vida de João Paulo II. Mas, no próximo Domingo vamos fazer uma síntese, do que as revistas e jornais vão dizendo.

Até lá, se Deus quiser.




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