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Caro Alfredo

O Papa morreu. Todo o mundo parou para prestar homenagem a este Homem singular.

N/D
10 Abr 2005

E qual a razão?
– Afinal, João Paulo II, a partir do excepcional testemunho da sua fé, da sua missão e do seu serviço à Igreja e ao mundo, acedeu à legitimidade de poder dizer, no momento da sua morte, o que Paulo disse a Timóteo: “… Avizinha-se o tempo da minha libertação. Combati o bom combate, terminei a corrida, permaneci fiel. Agora, já me aguarda a merecida coroa que me entregará, naquele dia, o Senhor, justo juiz, e não somente a mim, mas a todos os que anseiam pela sua vinda”.

Será que ficou alguma coisa por dizer a respeito deste Homem, agora por ocasião da sua agonia e da sua morte?

– Será que alguma vez os Media de todo o mundo deixaram as suas programações, para se ocuparem de alguém, como agora o fizeram com o nosso Papa? Que mundo é este que está sempre pronto a malsinar a Igreja e agora se transforma num grandioso coro de aclamação ao “Homem que veio de longe”?

Estou em crer que será muito bom que nos disponhamos a “ler” tudo isto que nos aparece carregado de verdades e apelos que andam mais ou menos esquecidas no coração do homem.

Realmente, bem no fundo, deve tratar-se de uma saudade bem guardada que neste Papa encontra ocasião de se manifestar e de se comprazer. É que, em toda a verdade, “Deus é a nossa terra de origem”.

Gosto muito de lembrar o que o Papa revelou aos jornalistas, quando, com eles, quis comemorar as 100 viagens que tinha realizado pelo mundo: “no momento da minha eleição, senti dentro de mim uma voz que me segredava: vai a toda a terra e anuncia aos homens que Deus os ama”.

É que, se os homens descobrirem a sério que são amados por Deus, certamente que criarão entre si uma corrente de fraternidade universal.

O Papa morreu. Todos morremos. Até para o mundo que todos os dias morre e todos os dias renasce, a morte é um acontecimento eloquente.

O novo Papa vai enfrentar um mundo cheio de novidade e, por isso, na fidelidade à sua missão, vai ter que ser outro. João Paulo II já está com Deus e vai ficar, como muito grande, na memória dos homens.

O Papa vai ser outro. Tem que ser outro.

O Papa morreu. Viva o Papa!




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