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O vigário de Jesus Cristo na terra

Vivemos ainda impressionados vivamente com essa Figura extraordinária da vida da igreja, o Santo Padre João Paulo II, a sua projecção espiritual e humana no mundo, “alguém que convocou a humanidade até na morte”, como afirmava um sacerdote ligado às IPSS.

N/D
9 Abr 2005

Várias emissões da televisão levantaram o tema do Papa João Paulo II, pondo-o à discussão dos telespectadores, e ficámos maravilhados com os testemunhos então proferidos, inclusive de não praticantes ou ateus, afinando todos pela admiração profunda deste Homem que os sensibilizou enormemente, sobretudo nos tempos do seu “calvário” e morte.

Dificilmente voltaremos a ter diante dos olhos uma tão grande movimentação de pessoas de todo o mundo em volta do Vigário de Jesus Cristo na terra!

Neste apontamento, gostaria de chamar a atenção dos amigos que me lerem para publicações jornalísticas sobre o Papado, que se referem não só ao pontificado deste Vigário de Jesus Cristo, mas também aos de todos os que o precederam na cátedra de Pedro, e que nos apresentam uma panorâmica muito interessante sobre essa instituição.

Talvez previssem os acontecimentos, que de facto ocorreram, e a busca extraordinária de meios informativos e de memórias para o futuro.

Uma dessas publicações foram os 12 fascículos publicados pelo jornal “Correio da Manhã”, que apresentam “as biografias dos 264 Papas que conduziram os católicos desde os tempos de Cristo até aos nossos dias”, fáceis de encadernar num livro.
Outra é a que está a ser difundida pelo jornal “24 Horas”.

Trata-se de livros encadernados que saem às quintas-feiras, sobre o mesmo assunto.
A primeira publicação, embora com fotografias reduzidas, apresenta-se mais completa. Escreve-se no 1.º fascículo:

“De entre as várias iconografias que representam os papas, deu-se preferência à existente na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma, considerada pelos especialistas do Vaticano como a mais completa e fidedigna. As efígies dos Santos Padres que ilustram cada pontificado são as que podem admirar-se no interior daquela basílica romana”.

Esta publicação permite-nos conhecer factos interessantes da vida da igreja, mormente relacionados com o Chefe Supremo da mesma, em muitos casos bem expressivos, dignos de registo e úteis para o Povo de Deus, e em muitos outros bem dolorosos, sobretudo relacionados com a intromissão do poder político na vida e organização da igreja.

E assim pudemos verificar que o pontificado mais longo foi o de São Pedro, com a duração de 34 a 37 anos; o segundo foi o de Pio IX, no século XIX, com 31 anos e 7 meses; o 3.º foi o do último Papa, João Paulo II, com 26 anos e 5 meses.

Dos 264 Papas existentes até hoje, 25 foram mártires e 52 canonizados ou beatificados.

O Papa mais idoso foi Adriano I, que contava 80 anos no dia da sua eleição e governou a igreja durante 23 anos, até à linda idade de 103.

Um dos fascículos que li com mais atenção foi o VIII, que se refere aos Papas desde Gregório VIII (1187) até Urbano V (1362-1370).

Foi neste período que se deram acontecimentos dramáticos e que existiu o único Papa Português, Pedro Julião ou Pedro Hispano, que tomou o título de João XXI.

Este Papa teve uma vigência bastante breve, pouco mais de 8 meses, devido a ter sido vítima do desmoronamento das paredes do seu aposento do palácio papal, em Viterbo, Itália, que se encontrava em obras.

Foi alguém que possuía credenciais extraordinárias para ser eleito. Na verdade, destacara-se em Filosofia com o Tratado “Summulae Logicales”, com 260 edições em toda a Europa, Mestre de medicina na universidade de Sena, Itália, com a obra “De oculo”, sobre oftalmologia. Escrevera também “Thesaurus Pauperum”, em que trata de várias doenças e suas curas, traduzido em 12 línguas.

Dante Alighieri, na sua famosa “Divina Comédia”, coloca a alma de João XXI no Paraíso, apelidando-o de “aquele que brilha em doze livros”.

Em Portugal, antes de eleito Papa, fora prior da igreja de Santo André, de Mafra, Cónego e Deão da Sé de Lisboa, Prior da Colegiada Real de Santa Maria de Guimarães e Arcebispo de Braga.

Um dos pontificados mais curtos foi o de Adriano V (1276), que governou a igreja durante 1 mês e 9 dias e era apenas diácono, pois nem chegou sequer a receber o presbiterado (cânon 332 – nota).

No século passado, houve um Papa com um pontificado muito curto: o Papa João Paulo I, com a duração de 33 dias.

O tema do Vigário de Jesus Cristo continua a ser aliciante, não só pelo influxo que tem na vida da igreja, mas também no rumo que pode dar à humanidade, através da luz que irradia da sua cátedra de Doutor Universal da Verdade.




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