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Morto o Poeta, fica-nos a Poesia

Foi um defensor do verdadeiro desenvolvimento e do verdadeiro progresso, sempreao serviço de todos os homens e da promoção integral de cada um, e um intrépido defensor da dignidade da pessoa humana

N/D
7 Abr 2005

Não obstante o muito que nos últimos tempos se escreveu e se disse, não me dispenso de me referir, hoje, a João Paulo II.

Foi um homem extraordinário que contribuiu decisivamente para viragens importantes na vida da Humanidade. E se mais não fez foi porque lhe faltou a colaboração de homens influentes que teimam em não ver em Cristo o Salvador da Humanidade. Ainda há pouco se recusaram a reconhecer o grande contributo do Cris-tianismo para o muito de bom que na Europa de hoje existe.

A vida de João Paulo II não se compreende sem uma referência a Jesus Cristo. Foi para Jesus Cristo que viveu. Foi por Jesus que fez o que fez. Foi para a Boa Nova de Jesus que alertou os homens do nosso tempo, apontando-O como Caminho a seguir, Verdade a proclamar, Vida a viver.

Uma das coisas que mais admirei em João Paulo II foi a sua coerência de vida. Viveu para aquilo em que acreditou e como acreditou. Cumpriu, corajosamente, até ao fim, a missão que lhe foi confiada. Não desanimou perante as dificuldades e tudo fez para que, através da fidelidade a Cristo, o mundo em que vivemos fosse melhor.

Foi um homem que não deixou de propor o que considerava ser a verdade, fosse diante de quem fosse, respeitando todos os que não partilhavam da sua fé e se empenhavam na execução de projectos divergentes – às vezes, até, opostos – dos seus. Foi um homem que se empenhou na construção da unidade da grande família humana, sempre no respeito pela legítima diversidade.

Por razões que não vêm ao caso, nunca lhe atribuíram o Prémio Nobel da Paz, embora o tenha merecido tanto ou mais que outros que foram distinguidos com aquele galardão. No entanto, é imperioso dizer ter sido um incansável lutador ao serviço da paz, do diálogo, da compreensão, do bom entendimento entre os homens.

Foi um destemido defensor dos direitos humanos – dos direitos de todo o homem e do homem todo – e um devotado servidor da causa dos mais humildes e dos mais indefesos.

Foi um defensor do verdadeiro desenvolvimento e do verdadeiro progresso, sempre ao serviço de todos os homens e da promoção integral de cada um, e um intrépido defensor da dignidade da pessoa humana.

Com a passagem de João Paulo II para o outro lado que a vida tem, além da sua memória fica connosco a riqueza inestimável do seu magistério, expresso através de 14 encíclicas, 15 exortações apostólicas, 11 constituições apostólicas, 46 cartas apostólicas e numerosas mensagens e discursos. Só nas 104 viagens que realizou fora de Itália pronunciou 3.288 discursos.

A melhor homenagem que se lhe pode prestar consiste em estudar a sua doutrina, em divulgar a sua doutrina, em pôr em prática a sua doutrina. Também quando fala da importância da família e do carinho que a mesma deve merecer da parte dos responsáveis. Também quando fala da defesa da vida dos nascituros, dos doentes e dos idosos. Também quando não embarca em aberrações sexuais como isso de pretender equiparar o desvio da homossexualidade a um comportamento normal.

João Paulo II partiu, mas deixou-nos a riqueza do seu exemplo, a autenticidade de uma vida vivida ao serviço de um ideal, um conjunto de ensinamentos conducentes a um mundo mais humano, mais fraterno, mais pacífico, mais justo.




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