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Um peditório para as forças policiais?

Ao que nós chegamos! Os polícias estão a fugir da Amadora, com medo e o caso nem é para menos, nem lho podemos levar a mal.

N/D
6 Abr 2005

Ali não há lei, mata-se de qualquer maneira e sob qualquer pretexto os agentes da autoridade. A Amadora transformou-se num FarWest onde os pistoleiros ditam leis e onde as leis não têm qualquer importância ou valor.
Não há sheriff que aguente com tal city. Faz falta um novo John Wayne? Fosse tempo de ditadura e outro galo cantaria, dizem uns tantos. A democracia tem respostas condizentes com a situação. Torna-se urgente passar da tolerância à repressão sob perigo de se transformar a ferida em chaga.

O País assiste atónito e expectante enquanto espera do governo uma resposta eficaz, contundente e rápida. Pede e espera sinceramente que o exemplo da Amadora se não transforme em epidemia e alastre por todo o País como um cancro sem remédio.

Julgamos que o povo português começa a sentir medo do medo dos agentes da autoridade. Eles são pessoas e têm família, compreende-se, mas não se compreende que não saibam dominar situações destas.

Eles fogem de lá porque não estão devidamente armados e protegidos para desempenhar cabalmente as suas funções, dizem as suas associações sindicais. Por isso lembramo-nos de encontrar uma solução.

Seria bom que se organizasse um peditório de âmbito nacional, sob a égide do Ministério da Administração Interna, para angariar dinheiro para comprar coletes à prova de fogo, armas ofensivas e defensivas que rivalizem em modernidade e eficiência com a dos bandidos, automóveis que sejam pelo menos tão rápidos como os deles, helicópteros que cheguem em quantidade e qualidade aos locais de intervenção urgente, radares sofisticados para detecção de infracções de dia e de noite e outros meios tecnológicos de reconhecida utilidade de combate à criminalidade.

Os sucessivos governos nunca tiveram dinheiro para apetrechar as forças de segurança interna, têm as esquadras na maior degradação logística e não garantem segurança aos familiares dos agentes mortos em serviço.

Sendo assim quem se admira que os agentes temam pela sua vida e pelo futuro dos seus familiares e peçam para fugir dos locais de risco? As associações profissionais dos agentes de autoridade têm vindo a terreiro denunciar as precariedades com que coexistem dia-a-dia.

Do barulho que fazem, fica, quando fica, algum ruído que o tempo ajuda a abafar. Assim não vão lá. O pó assenta e tudo fica como dantes. Os governos já estão imunes a isso tudo, estão malhados, como se diz em gíria popular.

Vamos pedir, estender a mão à generosidade portuguesa, para dotar os agentes de meios suficientes para um bom desempenho de suas funções. Sr. Ministro da Administração Interna, este peditório deve ser autorizado porque se fundamenta no medo que temos do medo dos polícias de Portugal.




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