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Dizer mal das autoridades é fácil, dizer bem é muito difícil

Numa época em que a descrença e o pessimismo têm inundado as nossas vidas e que, pelos mais variadíssimos factores, nos vamos habituando e encarando, quase com indiferença, os atentados aos mais elementares direitos de cidadania, apraz registar, por oposição, o seguinte acontecimento:

N/D
5 Abr 2005

Numa recente viagem no metropolitano de Lisboa, fui assaltado por meliantes que me furtaram a carteira, contendo todos os documentos de identificação, carta de condução, bilhete de identidade, cartão de contribuinte, multibanco, cartão “Soma”, cartão de professor e dinheiro.

Emocionalmente traumatizado, dirigi-me à Divisão de Segurança do Metropolitano, cuja esquadra se situa no Marquês de Pombal.

Fui recebido pelo graduado de serviço, Sub-chefe Paulo Fonseca n.º 138 806, o qual, além de me aquietar imediatamente, elaborou o Auto de Denúncia de Furto, prestou-me apoio operacional, psicológico e disponibilizou-se para uma ajuda imediata, que quero destacar publicamente.

Este profissional, compreendendo a situação de pânico com que me confrontei, cumpriu com esmero as suas funções, excedendo-as em sensibilidade e rapidez na acção, minorando as consequências do furto, obviamente, naquilo que a lei não consagra.

Após a minha conversa com o Sub-chefe Paulo Fonseca, fiquei mais calmo, mais esclarecido e munido dos instrumentos legais, nomeadamente de uma declaração por ele feita, minorando a situação, minimizando os prejuízos psicológicos e materiais.

Pelo exposto, quero louvar o profissional competente e solidário e gostaria que este fosse um exemplo para a sua corporação e para aqueles que, perante as vicissitudes da vida, encaram factos idênticos como normais agindo no que respeita ao aspecto humano da questão, que neste contexto, acabou por fazer toda a diferença.




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