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Só mesmo de galochas ou escafandro

As cidades fazem-se para servir as pessoas, não estas para servir aquelas! Isto quer dizer que o bem-estar, a segurança, a tranquilidade, a qualidade de vida devem ser factores a ter em conta na construção de uma cidade!

N/D
26 Mar 2005

Modernamente, nem sempre as coisas são assim. As cidades fazem-se mais no interesse de alguns em detrimento do interesse de todos. Rasgam-se ruas, avança-se na construção em altura, criam-se guetos e, quase sempre, numa clara agressão aos direitos das populações e abrindo caminho à criminalidade, marginalidade, exclusão, desertificação e descaracterização de paisagens e pessoas!
E esquecem-se, assim, as zonas verdes, os jardins, os parques infantis, os largos e praças arborizadas… coisas que amenizam o viver quotidiano entre caixotes de cimento e aço! Autênticos formigueiros humanos desenhados e construídos a golpes de especulação e laxismo!

Ora, Braga, cidade bimilenar e dos Arcebispos, tem sofrido destes constantes atropelos e convulsões. Por isso, viver em Braga não é tão bom como se quer fazer crer! Basta olhar à volta e ver com olhos de ver!

Por exemplo, quando chove, (e Braga desde sempre é conhecida como o penico do céu) há ruas e avenidas por onde as enxurradas se pas-seiam, tranquilamente. E se adregar de alguém, mesmo no passeio, se cruzar com um automóvel, é certo e sabido que leva banho até ao pescoço e, quantas vezes, de lama!

Também, em muitos passeios, os caleiros que descem dos telhados descarregando as águas, em vez de as meterem nas sarjetas e colectores, vazam-nas nos próprios passeios e a cântaros!

E, mormente, quando estão de calças arregaçadas, isto é, quando ficam a meio das paredes das habitações, ou porque partiram ou as novas técnicas de engenharia assim o consentem!

E o cidadão que por eles tem de transitar, prefere descer à rua (embora uma manobra perigosa para a sua segurança) a seguir pelos passeios, por onde só mesmo de galochas se vence a enxurrada!

E, como um mal nunca vem só, para engrossar a maré de desconforto, os muitos algerozes ou estão entupidos ou rotos! A água cai a potes e porque, em tais circunstâncias, não há guarda-chuva que faça o seu serviço protector em condições, só mesmo de escafandro se consegue romper com algum conforto!

Assim sendo, quem é responsável pela situação?

A Câmara Municipal ou os proprietários dos imóveis? Penso que, no caso das habitações, os responsáveis pela sua conservação e reparação são, obviamente, os seus donos e à Câmara competirá fiscalizar e, se for caso disso, punir.

Agora, quanto às ruas e avenidas concerne à Câmara Municipal responder pelo seu traçado e conservação!

Entretanto, cidadão sofre, espera e desespera! E, como sempre, por soluções que tardam ou nunca chegam! Valham-lhe, ao menos, as galochas e o escafandro!




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