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Direito a morrer com dignidade

Nos últimos dias têm acontecido alguns factos que merecem uma pequena reflexão, pois, provavelmente, muitas pessoas nem sequer notaram a mínima relação entre eles. Julgo, também, que a relação não é forçada, mas sim necessária.

N/D
22 Mar 2005

“A saúde é um bem, claro. Mas não é o bem supremo. Acima está a santidade, a forma mais radical de doação aos outros. Para os católicos a força de Deus manifesta-se na pobreza, na fraqueza, na falta de poder terreno. Por isso o Papa tem sido um sinal profético, que confunde os critérios mundanos.”

Francisco Sarsfield Cabral
(D.N. 28 de Fevereiro de 2005)

Nos últimos dias têm acontecido alguns factos que merecem uma pequena reflexão, pois, provavelmente, muitas pessoas nem sequer notaram a mínima relação entre eles. Julgo, também, que a relação não é forçada, mas sim necessária.

Um dos factos é a explorada e sensacionalista debilitada saúde de Sua Santidade João Paulo II e o seu internamento. Outra a ele associada é a vitória do Óscar de melhor filme estrangeiro, pela Academia de Hollywood, da película “Mar Adentro”, que retrata o cidadão Ramón de Sampedro tetraplégico, pondo fim à sua vida. Isto sem antes ter envergado uma dura luta, não pelo direito à vida, mas sim pelo “direito” à morte digna – leia-se Eutanásia.

Vemos nestes factos duas reacções perante a doença: João Paulo II luta desesperadamente pela vida e pretende prolonga-la até que a providência divina lhe ponha termo, transmitindo uma grande mensagem de esperança a todos aqueles que sofrem e vivem em sofrimento; por sua vez a citada película cinematográfica mostra que mais vale morrer do que estar preso a uma cama, não se podendo fazer o que se fazia e voltar a ser como se era.

Ou seja para este último a vida terrena só tem sentido quando se pode fazer o que se quer, tendo perdido toda a esperança numa vida plena e transformada.

Há várias questões que os separam, mas desde logo ressalta a profunda fé na vida eterna e a efémera passagem pela terrena, razão mais do que suficiente para continuar com esperança, apesar dos sofrimentos desta vida.

O Papa é hoje um símbolo de resistência e fé que ecoa no coração da humanidade. Quando alguns dizem que nem sequer pode falar o melhor é desaparecer, no entanto tem-se visto que falando cada vez menos ou mesmo sem falar, sua santidade diz cada vez mais.

Alerta católicos:

Temos o debate sobre a eutanásia na ordem do dia. Sem esquecer ainda o sempre presente problema do aborto, a incessante bandeira das esquerdas portuguesas, que à falta de melhor… que ainda possa fazer mobilizar meia dúzia de revolucionários para a rua aos gritos e com cartazes a cheirar a naftalina!




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