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Nótulas soltas da minha agenda

Que vai fazer o actual Governo para minorar algumas destas situações gravosas para a Família? Aguardo expectante

N/D
21 Mar 2005

1 A taxa de desemprego em Portugal continua a aumentar. Na Europa dos 15 estamos a meio (Eurostat.Fev.05). Não é consolador. Pelo contrário, é preocupante face à nossa economia bem débil. A situação vai, sem dúvida, agravar-se. A globalização veio para ficar. Ficar e devastar as economias mais frágeis. As famílias são, pois, e em consequência, suas grandes vítimas. Sobretudo num país como o nosso em que a formação dos nossos trabalhadores, potenciais desempregados, é de muito baixo nível.
A cultura laboral e de responsabilidade ainda é pior. Ninguém quer trabalho, todos querem emprego. Regalias. Direitos, direitos… Ficam longe a pontualidade ou a preocupação da eficiência… E, além disso, uma rigidez das leis laborais que nos coloca no topo (dados da OCDE). Entretanto, e apesar de tudo, continua a apoteose do consumo. Do consumo de tudo. E as famílias continuam endividadas!

Que vai fazer o actual Governo para minorar algumas destas situações gravosas para a Família? Aguardo expectante.

2. Os recentes estudos divulgados sobre a sexualidade juvenil são extremamente preocupantes. Para mim, não é novidade. Não vivemos numa cultura hedonística, permissiva e envolventemente erótica? E a nível do sistema de ensino, salvo as honrosas excepções… nada. Nada e salvo a excepções honrosas… a Família também se “esconde” e ou prefere deixar andar ou ignorar a educação dos filhos, também no âmbito da sexualidade.

Os grandes educadores falharam! Rotundamente. A “educação” da sexualidade resume-se quase só ao preservativo e à “prevenção da gravidez indesejada”. É espantoso, não é? E não é pouco, pois não?

3. A “Liberdade de Ensino” é uma urgência. Portugal tem que libertar o último reduto estatizado: o sector de ensino. De acordo com o Direito Natural, os pais devem poder escolher o género de educação que entenderem para os seus filhos. Nesta área fundamental, que ainda por cima funciona muito mal, subsiste o totalitarismo do Estado. Pois é preciso dar aos Pais o direito que lhes pertence: educar os seus filhos!

A qualquer nível de escolaridade a liberdade impõe-se!

4. Tive o enorme privilégio de ter trabalhado com o Juiz Conselheiro Armando Leandro quando este era o responsável pelo “defunto” Projecto Vida. Um Homem, com letra grande e maiúscula. Vejo-o agora a presidir uma Comissão das Boas Práticas e Prevenção dos Maus Tratos nos Lares. Vai sair trabalho de boa qualidade e de grande rigor e honestidade. Sei que o Conselheiro Armando Leandro é um defensor convicto dos direitos das crianças. Estas estão de parabéns! E nós também. Será que vai ser ouvido pelos decisores políticos? Deus queira.

5. Transcrevo de o “Público”, de 14 do corrente, em sequência da Nótula 4, um excerto da entrevista que o Dr. Armando Leandro deu: “É necessária uma política decidida no sentido do apoio à família, há necessidade de reforçar a responsabilidade parental. A prevenção primária é fundamental. As comissões [de protecção de menores] alargadas são muito importantes, mas é preciso criatividade e mais voluntariado.

Cada comunidade deve responsabilizar-se pelas suas crianças. E intervir a tempo quando há desvios graves na forma como é exercida a responsabilidade parental.

Temos de estar preparados para actuar no fio da navalha” e “…Políticas da criança devem privilegiar as famílias”. Obrigado pelas palavras claras. Assim seja ouvido Dr. Armando Leandro!




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