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«Eles» traíram Cristo!…

«Em verdade te digo: Esta mesma noite, antes de o galo cantar, vais negar-me três vezes». Pedro disse-Lhe: «Mesmo que tenha de morrer contigo, não Te negarei”»E todos os discípulos disseram o mesmo (Mt 26, 34-35).

N/D
17 Mar 2005

Os «anos 60», entre algumas canções de fino recorte e excitações ideológicas de recorte bem menos fino e inspirado, viram florir «mil» slogans.

De entre estes, ficou célebre um que ainda hoje faz estragos: «Cristo, sim, Igreja, não!» – com o resultado conhecido de nem Igreja nem Cristo.

Desses tempos ficou também o florescimento das «teorias da conspiração», sobre tudo e todos, incluindo a Igreja (sobretudo a Igreja Católica). Aplicadas à Igreja, estas «teorias» mandam da seguinte forma: quando alguma coisa corre mal, veja-se se a Igreja (Católica) não tem culpas no cartório (ou até mesmo fora dele)!

Porque, afinal, «eles (os padres, que é igual a Igreja) traíram Cristo e esconderam a sua verdadeira história».

Os anos seguintes viram o apodrecimento deste «modelo» – em muitos casos, alimentado por cristãos (católicos), alguns até reivindicando a sua condição de padres e teólogos «progressistas» – o que, para o caso, não é de somenos.

E, hoje, qualquer um se sente legitimado para insultar os símbolos cristãos mais sagrados, a Igreja e, até, os cristãos. Exemplos abundam e vão desde o colunista do jornal de grande tiragem que, não tendo, na semana em causa, nada de mais barulhento para dizer sobre o Papa, escreve uma frase assassina e canalha, do tipo:

«Chamem-lhe parvo. Diz-se que o Papa João Paulo II, desde que chegou ao Vaticano, anda sempre rodeado de cinco freiras polacas…»…

Ou o outro que, escrevendo dos Estados Unidos, ofuscado pelo seu ódio ao presidente Bush e às suas convicções cristãs, «descobre» umas sequóias com cerca de 2000 anos de idade, num parque natural da Califórnia, e acrescenta, aparvalhadamente:

«Da idade de Cristo e bem mais importantes para a salvação da humanidade…». E o que se tem escrito sobre a sucessão do Santo Padre e o «golpe de Estado no Vaticano», seria de rir, se não fosse tão lamentável.

Será que agora, para justificar a perseguição à Igreja, é preciso dizer que, afinal, o mundo até gosta da mensagem, não gosta é do mensageiro? É daí que vem a história do Cristo traído, da revolução de Cristo traída?

Supostamente, pelos seus discípulos, pobres ignorantes que acreditavam nas palavras do Mestre e na sua ressurreição? Ou então por aqueles que os seguiram?

Ou por aqueles que, ainda hoje, embora sabendo que a história da Igreja é a história da continuada negação de Cristo, permanecem empenhados em anunciar o seu Evangelho? Que «revolução traída» é essa? Que Cristo «escondido» pela Igreja está ainda à espera de ser revelado pelos «gnósticos» destes tempos?

Afinal, quem, passados dois mil anos, nos vem contar a «verdadeira» história de Jesus: Um romance de cordel? Um «especialista» que conseguiu agora descobrir tudo aquilo que milhares, antes dele, ignoraram ou esconderam e pode, finalmente, escrever a verdadeira história de Jesus?

Ou a Igreja de Cristo, a única a quem foi dito: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei convosco até ao fim dos tempos»?

É claro, quem acreditar que estas palavras foram ditas assim aos apóstolos e à Igreja que as conserva e continua a proclamar, é um fundamentalista e merece pouco crédito – e haverá sempre um «cristão progressista e liberal» para denunciar esse fundamentalismo!

Mas isso é outra história…




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