Fotografia:
É claro que ficamos chateados!

Na Rua D. Afonso Henrique – que é um dos pulmões do “coração” da urbe (a que, para efeitos de réu-ca-tra-péu, visitem, visitem!, se chama com tanto romantismo “a zona história da cidade”…), há séculos e séculos que deparamos com o lindo cenário que a foto mostra…

N/D
14 Mar 2005

Trata-se, como é bom de ver (mesmo à vista armada com uma lenta embaciada…) de um taipal que lá foi “construído” com o fito de defender os peões dos incómodos de umas obras que ali decorrem.
O problema não está, como é evidente, em ter-se construído o taipal: ele faz um jeitaço enorme, pois evita que as pessoas fiquem com galos na cabeça se ali transitarem sem capacete; o problema está em que não há nenhum resguardo entre esse taipal e a rua – onde transitam, diariamente, milhares de popós, alguns deles a pensar que estão no autódromo do Estoril… -, pelo que as pessoas que por ali passem têm de saltar para a linha perigosa…

Mas se este é um problema, outro há que parece cá ao Repórter ser ainda mais grave: é o “tempo imenso” que leva a resolver o problema das tais obras de Santa Engrácia, sabendo-se, como se sabe, que uma “coisa” daquelas provoca um bom rol de transtornos aos outros cidadãos.

E porque não há duas sem três, existe ainda quem lá vá colocar, regularmente, cartazes disto e daquilo, num “folclore” de cores e de palavreado de arrepiar a estética de uma cidade onde (diz…) é bom viver!

Todos sabemos que há obras que são necessárias e muitas delas causam “obrigatoriamente” alguns transtornos. Isso é uma coisa.

Outra coisa, é erguer o “monstrinho” que vemos no boneco, esperar que as pessoas não fiquem “chateadas” com os transtornos que isso lhes provoca – e não compreender que é preciso “corresponder” a essa compreensão pública, dando também ao canelo e não ficando à espera que chova para terminar umas obritas…

Ou não será esse um direito dos cidadãos?

Ai não?! Então… boa vai ela!!!




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